Inflação em restaurantes afeta o bolso do consumidor em Fortaleza

Por Victor Mandarino

Após aproximadamente quatro meses de isolamento social e sem restaurantes e bares funcionarem, o povo brasileiro ficou com saudade de comer fora de casa. Mas com uma alta na inflação de 2,21%, segundo o IBGE, os restaurantes da capital mudaram os valores nos cardápios para suprir os prejuízos da crise.

O preço dos itens de alimentação têm pesado no bolso dos consumidores de Fortaleza. Além de afetar o orçamento, o aumento desses itens contribuiu para o crescimento da prévia da inflação na capital, que, em setembro, registrou a antiga maior alta do país, com avanço de 0,57%.

Infográfico: Victor Mandarino

 

Explicação do aumento de preços 

“Nos sete primeiros meses de 2020, nós passamos por momentos de poucos avanços no crescimento das empresas do setor em relação aos outros anos por conta da insegurança política e econômica, que se desestabiliza”, explica Rodolphe Trindade, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel)  no Ceará em entrevista para o próprio site.

Tendo como base o arroz, um dos alimentos mais consumidos no Brasil, o governo decidiu zerar a tarifa de importação para cerca de 400 mil toneladas compradas de países de fora do Mercosul até 31 de dezembro. 

De um lado, a quarentena e o isolamento social deixaram os brasileiros mais tempo em casa. Muita gente passou a fazer home office e a cozinhar em casa ou deixou de ir a restaurantes com a família no fim de semana.

De outro, o auxílio emergencial de R$ 600 fornecido pelo governo permitiu que as pessoas continuassem consumindo apesar da crise — algumas até com um patamar de renda superior àquele que tinham antes da pandemia.

Como donos de grandes e pequenos restaurantes estão lidando com o aumento?

Eduardo Carvalho, um dos proprietários da barraca de praia Órbita Blue, conta que com o aumento da inflação teve que refletir elevando o preço dos alimentos no cardápio, levando assim uma redução no lucro e na movimentação de clientes.

Marco Antônio, estudante de administração na Unifor, comenta que como cliente percebeu uma diferença nos preços do cardápio. Como mora sozinho, sempre sai para comer ou pede alimentação virtualmente, mas ultimamente não está conseguindo consumir o que costumava antes do aumento dos preços. 

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