Chegada da Disney+ acirra concorrência

por José Bessa

Em meio a tantas plataformas de streaming disponíveis no mercado, a Disney anunciou, em 2019, o seu próprio serviço de home video, o Disney+. Ele oferta os conteúdos originais da empresa, como os filmes Frozen (2014), Rei Leão (1994) e Hannah Montana (2006), e produções de outras companhias adquiridas nos últimos anos, como Star Wars (1977), Indiana Jones (1981) e Os Simpsons (1981).

A nova plataforma está disponível nos Estados Unidos e em alguns outros países, desde 12 novembro do ano passado. Apenas em agosto de 2020 foi anunciado oficialmente que o Disney+ chegará à América do Sul, em 17 de novembro deste ano. 

Com o anúncio oficial do streaming do Mickey no país, fica o questionamento se o Disney+ conseguirá fazer tanto sucesso com o público brasileiro quanto as outras plataformas já presentes no mercado, como Prime Video, Telecine Play e Netflix.

Para Pedro Praxedes, estudante de cinema e administrador do Nerd Direct, página no Instagram focado em entretenimento, o novo serviço terá muita vantagem com seu catálogo, “pois com a compra da 20th Century Fox pela Disney, muitos filmes e séries irão tornar-se exclusivos da nova plataforma, fazendo com que muitos títulos sejam retirados dos concorrentes”. Além disso, o mesmo diz que o Disney+ chegará ao país com séries originais com grande interesse do público brasileiro, como WandaVision (2020) e O Mandaloriano (2019). 

Além disso, as produções da Disney, sejam televisivas ou cinematográficas, são muito populares entre os brasileiros, e isto pode atrair muitos assinantes. Porém, Inês Bessa, fã da empresa estadunidense, acredita que um público mais velho não irá se interessar tanto pelo serviço, em relação aos jovens que tiveram sua infância na primeira década dos anos 2000. Inês argumenta que, apesar do Disney+ ofertar uma grande franquia, como Star Wars e Vingadores, o catálogo terá, na verdade, um apelo nostálgico para um esta geração, visto que muitos longas e seriados da empresa, como Presas no Subúrbio (2004) e Feiticeiros de Waverly Place (2007), não são mais exibidos em nenhum local, e com eles ficando  disponíveis exclusivamente no serviço, muitas destas pessoas irão se sentir atraídas para fazer sua assinatura. 

De acordo com Yasmin Rodrigues, estudante de Jornalismo e usuária da plataforma enquanto morava na Itália, o Disney+ tinha assinatura de 7 euros por mês com número ilimitado de telas, algo diferente de serviços como da Netflix, que limita a quantidade de telas simultâneas de acordo com o plano do usuário. Além disso, o streaming da Disney tem um dos preços mais acessíveis no mercado internacional.

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