“O grande desafio é eu ser a terceira mulher a dirigir o Fórum Clóvis Beviláqua”

Por Sarah Esmeraldo

O profissional de direito pode seguir carreira em diversas áreas. Advocacia, promotoria e juizado são apenas alguns dos caminhos. A juíza Ana Cristina Esmeraldo traçou uma longa trajetória profissional até assumir o cargo de diretora do Fórum Clóvis Beviláqua (FCB)

Antes de chegar a Fortaleza, Ana Cristina dedicou o início de  sua carreira  trabalhando pelos interiores do Nordeste. Já na capital do estado, se estabeleceu profissionalmente e atuou como  diretora do Fórum das Turmas Recursais, entre os anos de 2017 e 2019. Ainda em 2019, recebeu o convite para comandar o Fórum Clóvis Beviláqua, com o aceite, tornou-se a primeira juíza e a terceira mulher a ocupar o posto. 

 

Nesta edição do Entrevista Exclusiva, o Jornalismo NIC conversou com a juíza sobre os desafios da carreira e sua trajetória profissional. 

 

Jornalismo NIC: Quais são os desafios de dirigir o Fórum enquanto mulher?

Ana Cristina Esmeraldo:

 

JN: Quais são as prioridades da gestão comandada pela senhora?

Ana Cristina Esmeraldo: Um dos valores que constam no planejamento estratégico do Fórum Clóvis Beviláqua, que foi construído para essa gestão, é a humanização. E foi com esse grande valor, de humanizar e acolher o cidadão, que a gente construiu toda a proposta da atual gestão. Nós temos um desafio de ser um Fórum que abriga 125 unidades judiciais e  26 unidades administrativas. Então, dentro de todo esse universo de pessoas vinculadas administrativamente à diretoria do Fórum, o grande desafio é conseguir unificar e padronizar um atendimento humanizado, acolhedor, que realmente demonstre o empenho do Judiciário em bem atender o usuário do serviço de justiça. Esses são os valores que a gente mais trabalha em todas as ações da gestão.     

JN: Quais são as funções desempenhadas no cargo de diretoria do Fórum?

Ana Cristina Esmeraldo: O diretor do fórum atua em várias áreas. A nossa função é entender todo o serviço judiciário da comarca, verificar, certificar que está funcionando todo serviço da comarca de Fortaleza. Nós não temos interferência na área jurisdicional, isso é sem comprometer, sem prejudicar as atribuições dos magistrados na condução de seus processos, mas em todas as demais áreas em relação a servidores, com relação a materiais permanentes de patrimônio, com relação a comunicação às autoridades federais, estaduais ou municipais para tratar de assuntos relacionados ao fórum da comarca é com o diretor do fórum e atua também na função de corregedor permanente das serventias extrajudiciais, que são os cartórios. São 28 cartórios da comarca de Fortaleza, que são serviços públicos de delegados. Eles são fiscalizados pelo juiz diretor do fórum e assim também atuo nessa área de fiscalização do funcionamento, e das regularidades das atividades cartorárias.             

JN: Como o Fórum Clóvis Beviláqua está funcionando neste período de pandemia?

 Ana Cristina Esmeraldo:

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