5+ estudantes de jornalismo para você acompanhar

Por Fayher Lima

Segundo a História, o jornalismo surgiu durante a Revolução Francesa para libertar a sociedade do autoritarismo da monarquia e da Igreja Católica. Para o professor do curso de Jornalismo da Universidade de Columbia, nos EUA, Michael Schudson, o jornalismo exerce sete funções, são elas: informar, investigar, analisar, empatia social, promoção de democracia, mobilizar e fórum público. Através das notícias, os acontecimentos são documentados e viram história. 

Mudam os meios – impresso, rádio, tv e digital – mas o jornalismo continua indispensável para viver em comunidade. Com a popularização dos smartphones, e a possibilidade de qualquer pessoa produzir conteúdo, há quem defenda que não é mais necessária a atuação dos jornalistas. Porém, os jovens estudantes discordam e provam que, com o auxílio dos aparelhos móveis, é possível fazer um conteúdo de qualidade e que esteja alinhado com os critérios profissionais.    

Zeca Lemos, Lianne Ceará, Letícia de Medeiros, Sarah Mariana e Jamille Menezes encontraram em suas redes sociais um espaço para exercer o senso crítico, informar, praticar as habilidades profissionais e resistir na futura profissão. Jovens e conscientes, eles atraem olhares positivos para si e para o jornalismo. 

Confira:

Sarah Mariana, estudante de jornalismo pela Universidade Fortaleza e estagiária da Tv Unifor. Foto: Eduarda Silveira

Sarah Mariana começou a discursar em suas redes por não se sentir representada pela mídia. Ela, enquanto mulher gorda, sempre questionou o padrão de beleza imposto pelos meios de comunicação.  “Essa necessidade absurda de manter apenas corpos magros e sarados na mídia só mostra um desespero imediato em esconder corpos reais, principalmente corpos gordos. Como se quisessem negar nossa existência e nos jogar para debaixo do tapete”, alerta.  Há um ano, ela sentiu a necessidade de se comunicar com as pessoas, nem que para isso precisasse “dar a própria cara à tapa”. Sarah Mariana aproveita todas as ferramentas do Instagram para produzir conteúdo sobre gordofobia, pressão estética e Body positivity. “Ano passado foi meio que o ano de ouro pra mim. Eu fui num programa de tevê falar de gordofobia, participei de um documentário sobre o mesmo tema, dei algumas entrevistas, comecei a fazer vários posts e ter um certo retorno do público”, comenta. Constantemente, ela recebe relatos de pessoas que desconstruíram seus preconceitos e se empoderam através de seus ensinamentos. “Isso é muito incrível, saber que estou sendo positiva na vida de alguém, mesmo que sejam poucas pessoas”, comemora. Acompanhe a Sarah em seu perfil de Instagram: @sarahmarianas.

Lianne Ceará. Graduanda em Jornalismo pela Unifor e estagiária do Sistema Verdes Mares. Foto: Arquivo pessoal.

Filha do interior, Lianne Ceará é fã de literatura, novelas e música popular brasileira (MPB). A jovem se considera uma “salva pela educação”. “As escolas e universidades – públicas e privadas – tratam a educação apenas como um produto a ser comercializado. Eu só aprendi sobre os assuntos que gosto na universidade e na informalidade, e vi que era importante falar sobre isso para outras pessoas. Eu senti a necessidade de conversar com aqueles que não sabem desses assuntos”, relata. Passando a pandemia causada pelo coronavírus em Jaguaribara (cidade a 180 km da capital, Fortaleza), Lianne percebeu que as pessoas não podiam mais frequentar as calçadas para conversar. Daí surgiu o projeto “Histórias pra contar”. Através das lives e IGTV do Instagram, a futura jornalista versa sobre a cidade, MBP e todas as coisas que gosta. “O Histórias para contar veio com um cunho informal, são bate-papos. Eu trouxe todo o meu ‘eu’, abordo temas com curadoria minha. Falo coisas que minha avó me conta…”, explica. Logo Lianne pretende escrever um livro sobre Jaguaribara, a cidade que lhe abraçou e lhe acolheu.  Assista ao projeto pelo perfil de Instagram @lianneceara. 

Letícia de Medeiros. Graduanda em Jornalismo pela Unifor e estagiária de marketing digital. Foto: Matheus Queiroz

Além de ser estudante de Jornalismo, Letícia de Medeiros é modelo e aborda o amor próprio, e atitudes de autocuidado em suas redes sociais. Em recente live no Instagram, Letícia falou que aprendeu na terapia que os hábitos de autocuidado vão além da estética e envolvem a proteção da saúde física e, principalmente, da mental. “Minha relação com o autocuidado tem muito a ver com se respeitar e entender seus limites, colocar seus objetivos em primeiro ligar”, comenta. Em legenda numa publicação no Instagram, ela chega a pedir perdão ao seu corpo pelo tempo que gastou o maltratando e finaliza dizendo que o ama. Seja nas fotos, nas legendas ou nos storys, Letícia ensina, mesmo que de forma indireta, sobre autoaceitação. Para acompanhar seus relatos, siga o perfil no Instagram @leticiamedeiros1

Zeca Lemos. Jornalista em formação pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e estagiário no Tribunal Regional do Trabalho CE. Foto: Arquivo pessoal

Zeca Lemos investe em projetos de capacitação profissional desde o ingresso no ensino superior. O jovem escritor tem dois livros de contos e crônicas publicados. “O Pequenas Eternidades”, seu primeiro livro escrito, reúne as produções realizadas entre seus 14 e 17 anos. Já em “O último ensaio”, Zeca colaborou com os escritores Eduardo Guerra, Lara Rovere e Vanessa Passos. Mas o jornalista em formação não se prende apenas ao texto escrito e também produz conteúdo em vídeo e áudio. Em seu próprio canal no YouTube, Zeca indica e resenha livros dos mais diversos gêneros, os vídeos ainda são transformados no podcast “Resenhas com Zeca”. O booktuber enxerga a atuação em várias plataformas de comunicação como hobby e projeto profissional. “É hobby porque eu estou fazendo coisas que eu gosto, eu sou apaixonado por literatura, é uma diversão. Mas não deixa de ser a criação de um portfólio, quando estou publicando um livro, produzindo um podcast ou vídeo, eu também estou me promovendo  e produzindo um conteúdo meu”, comenta.  Para conhecer o mundo dos livros com ele, basta pesquisar por Zeca Lemos no YouTube ou por “Resenhas com Zeca” nos streamings de áudio. 

Jamille Menezes. Estudante de Jornalismo pelo Centro Universitário Sete de Setembro (UNI7). Foto: Arquivo pessoal

O entretenimento é uma área de atuação no jornalismo e que gera bastante engajamento nas redes sociais. Jamille Menezes cria conteúdos de moda e comportamento em seu Instagram. “Os assuntos que eu mais gosto de pesquisar são looks e produtos para pele e cabelo, eu adoro falar sobre isso”, comenta. Por se sentir presa em psicologia, a jovem está cursando sua segunda graduação e encontrou no jornalismo a possibilidade de desenvolver a comunicação e atuar em várias áreas. Jamille produz, apresenta e edita o próprio material com as ferramentas que tem e acredita que sua atuação nas redes pode gerar retorno profissional. “O que eu faço na internet pode me ajudar em algumas áreas dentro do jornalismo. Pretendo focar na área de edição de vídeos, que eu gosto muito, não faço mais por falta de recursos”. Acompanhe seu trabalho no perfil de Instagram @jamillemenezess. 

Outros estudantes de jornalismo para você ficar de olho 

Letícia Feitosa: Com trabalhos reconhecidos em premiações universitárias, a estudante fala sobre a Sétima Arte, no portal Ô filmaço, e debate assuntos étnico-raciais no podcast Kilombas, disponível nos streamings de áudio.  

Raquel Santana: A imagem também é comunicação e conquista um espaço cada vez maior dentro do jornalismo. A designer expõe seu olhar crítico e sensível sobre o mundo através das ilustrações. Acompanhe seu trabalho clicando aqui.  

Miguel Araújo: Apaixonado por literatura, o estudante e escritor faz análises e indicações de livros em seu canal no YouTube (Mais Que Um Livro), e publica crônicas em seu perfil de Instagram (@sobrenomemiguel). 

Com a propagação das fake news e a descredibilização que os jornalistas e a profissão têm enfrentado nos últimos tempos, é necessário apoiar os que um dia irão ajudar a escrever a história do País. 

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