Evangélicos preservam a fé em meio ao isolamento

Por Paulyanne Tesla

Em tempos de pandemia, as redes sociais e os canais de comunicação online têm  sido um verdadeiro suporte para dar continuidade a rotina da maior parte das pessoas. Vitória Stone, 27 anos, membro de uma comunidade cristã evangélica, afirma que a internet tem sido crucial neste momento. “Aqui na igreja trabalhamos grupos, além dos cultos semanais.  Cada grupo se reúne, semanalmente, na casa de um dos membros para orar e falar sobre a palavra de Deus. Mas com o isolamento, esses encontros passaram a ser por meio digital”, explica.

Vitória afirma que, como a igreja já tinha um canal no Youtube, os cultos já eram transmitidos e gravados. Agora, em meio à pandemia da COVID-19, essa tem se tornado a principal ferramenta de interação com os fiéis. O pastor e os voluntários  estão seguindo as devidas medidas de segurança, cuidando de toda organização para que a celebração seja realizada. “O louvor, por exemplo, continua acontecendo. Os voluntários seguem as medidas de distanciamento, usam máscaras e fazem higienização”, conta.

Mas, para muitos, a realidade on-line pode ser bem diferente. Maria das Graças, 69 anos, frequentava a igreja do seu bairro, que pertence a uma congregação de igrejas, antes da pandemia. Porém, por conta do isolamento, as atividades foram interrompidas. Maria conta que não é adepta de ferramentas digitais e sente muita dificuldade pela falta da interação pessoal utilizando esses recursos. “Eu não sei usar esses celulares modernos, então ligo no canal religioso e assisto os cultos que passam lá. É bom que a gente não fica sem a palavra, mas bom mesmo é ir pra igreja, ouvir a mensagem e ver gente”, lamenta.

Thais Coelho. Foto: Arquivo pessoal.

Thais Coelho, 22, neta de Maria das Graças, conta que, por ser uma igreja pequena, ainda não tem canal no Youtube ou redes sociais movimentadas. Dessa forma, enquanto as atividades não retornam, os membros acompanham a programação da igreja matriz da congregação por meio do canal no Youtube e Instagram

 

Protestantismo

Os evangélicos fazem parte das correntes nascidas da separação entre o teólogo alemão Martinho Lutero e a Igreja Católica, em 1517. O protestantismo, como o movimento foi inicialmente conhecido, levou ao surgimento de diversas correntes com pequenas diferenças doutrinárias, quando surgem os batistas, os metodistas e os presbiterianos, por exemplo. Todas essas correntes fomentaram o fim do monopólio da Igreja Católica sobre a interpretação bíblica e a não aceitação da ideia de um único líder para guiar a religião, como é o caso do Papa.  No Brasil, o primeiro culto evangélico foi celebrado por franceses no Rio de Janeiro, em 1557.

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