5+ graphic novels para ler

por José Bessa

Muitas pessoas têm a curiosidade de começar a ler histórias em quadrinhos (HQs), porém várias vezes se deparam com a dificuldade de saber como adentrar esse universo, visto que muitos títulos são lançados periodicamente desde o final da década de 1930. Sabendo disso, nós do Jornalismo NIC iremos indicar cinco grafic novels, quadrinhos conhecidos por abordarem tramas mais complexas publicados em formato de livros, ou seja, normalmente, dispensam qualquer base de leitura anterior, própria dos quadrinhos sequenciados. 

 

“Maus”    

Art Spiegelman, autor e desenhista da obra, narra as memórias de seus pais judeus sobreviventes da Segunda Guerra Mundial para mostrar, através de olhares de fugitivos, como foi um dos piores eventos da humanidade. 

Além disso, o quadrinista transforma os judeus em ratos, os nazistas em gatos, os estadunidenses em cachorros e os os poloneses em porcos com objetivo de fazer uma crítica de como a vida se estruturava naquele evento. Provavelmente o quadrinista escolheu representar os judeus como roedores pelo fato deles serem visto como uma “praga” na sociedade e usando os alemães como gatos para ilustrar a perseguição dos nazistas contra o povo judeu.

“Maus” foi a primeira HQ a ganhar um prêmio Pulitzer, renomada premiação jornalística e literária. 

“Maus”. Foto: Reprodução.

“V de Vingança”

Escrito por Alan Moore e desenhada por David Lloyd, “V de Vingança” fala sobre uma Inglaterra comandada por um governo totalitário e fascista, onde tenta acabar todos os direitos civis, impõe a censura e impossibilita qualquer tipo de oposição. 

Sabendo de todos estes problemas, aparece o personagem V, alguém que não se considera uma pessoa comum e, sim, uma ideia, pois de acordo com o mesmo, “homens morrem, mas as ideias são eternas”. Este tem como objetivo proclamar uma nova possibilidade de vida no país, onde não tenha regras, que as leis sejam arbitrárias e que a liberdade e as individualidades sejam os condutores deste novo cenário.

“V de Vingança” ganhou um filme em 2005, dirigido pelas irmãs Wachowskis, as mesmas diretoras de Matrix.

“V de Vingança”. Foto: Reprodução.

“Batman: A Piada Mortal” 

Por mais que o personagem tenha diversas histórias publicadas, Alan Moore escreveu a “A Piada Mortal” como uma obra à parte e onde qualquer um possa ler. A HQ tem como foco o Coringa, o maior vilão do Batman, onde é explorado a origem do personagem, algo inédito no período que foi publicado.

Além de mostrar o passado do “palhaço do crime”, a obra também conta um dos maiores planos do mesmo para acabar com o homem-morcego, onde ele tem o objetivo de mostrar como um dia ruim pode mudar alguém. Aqui é, possivelmente, um dos momentos mais marcantes do vilão, porque o que ocorre nesta trama influenciou muito nas histórias posteriores do Batman e também serviu como um das inspirações para o ator Heath Ledger no filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. 

“A Piada Mortal”. Foto: Reprodução.

“Persepolis” 

Publicado em 2000, Persépolis é uma autobiografia de Marjani Satrapi, onde a mesma conta como foi crescer no Irã na década de 1970, período da Revolução Iraniana e o que fez o país se tornar uma república islâmica repleta de restrições nas liberdades pessoais, como a proibição do consumo de artistas ocidentais e obrigatoriedade das mulheres usarem véus para cobrir cabelos e rostos.

A obra foi um sucesso mundial, onde vendeu mais de dois milhões de cópias, e isto fez com que ganhasse uma adaptação em animação em 2007 na mesma estética usada pela autora na grafic novel.     

“Persépolis”. Foto: Reprodução.

“300 de Esparta” 

Escrito e desenhado por Frank Miller, “300 de Esparta” conta a história da Batalha Termópilas, ocorrida em 480 a.C, onde as cidades gregas Atenas, Egina e Eubéia reuniram o Rei Leônidas e seus 300 melhores soldados para tentarem impedir o avanço do exército persa, o maior já visto até então.

A obra ganhou três prêmios Eisner, o “Oscar dos quadrinhos”, em 1999, o ano do seu lançamento, e ganhou adaptação cinematográfica em 2007 dirigida por Zack Snyder, diretor de “Watchman” e “Batman vs Superman”.

“300 de Esparta”. Foto: Reprodução.

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