Primeiro dia de Indício-E reforça a atuação da universidade na quarentena

Por Eduarda Pessoa

 

Começou hoje, dia 3, o Indício-E, evento voltado para selecionar as produções dos cursos de Comunicação da Unifor que serão, posteriormente, apresentadas no congresso regional Intercom Nordeste. Este ano, o evento teve de ser reestruturado em razão da COVID-19 e das medidas de isolamento social, sendo realizado de forma totalmente virtual, mediado pela plataforma de videoconferência Google Meets.

Com 163 trabalhos inscritos, o Indício 2020 atingiu o maior número desde sua primeira edição. “Mesmo com a situação que estamos vivendo, o evento se fortaleceu. Nós vimos que os alunos estavam muito afim de mostrar suas boas práticas, suas boas experiências, e se inscreveram, em peso, no evento”, destaca a professora do curso de Publicidade e Propaganda e coordenadora do evento, Alessandra Oliveira. 

Outra atualização deste ano é que o Indício-E se dedicará a avaliar apenas produtos e, após a premiação, seus respectivos papers. Nos anos anteriores, o evento também contemplava artigos científicos, destinados ao Intercom Jr, a mudança se deu em função das novas adaptações que tiveram de ser feitas para o evento on-line. Sobre a importância da realização, a professora Alessandra avalia como essencial aos estudantes para aprimorarem a qualidade dos trabalhos desenvolvidos em sala de aula, que passam a ser elaborados visando competirem futuramente no Indício.

Hoje, de 8h às 12h, foram apresentadas 45 produções, que se classificam entre as categorias de Rádio, TV e Internet; Publicidade e Propaganda; Jornalismo; e Produção Transdisciplinar.  O professor Carlos Bittencourt, que esteve à frente da avaliação em uma das salas, avalia a experiência do dia: “Nós sentimos falta do contato presencial, mas os alunos se comportaram de forma extremamente profissional nas apresentações, percebi que houve, de fato, uma preocupação com a qualidade do que foi apresentado”. O professor ressaltou também a organização do evento, que se sobressaiu apesar dos desafios da pandemia.

A estudante de jornalismo, Glenda Valverde, que apresentou produto na modalidade Programa Laboratorial de Áudio (RT01), destacou a iniciativa da universidade de manter o evento on-line em meio à quarentena agregando à motivação dos alunos de darem continuidade às suas atividades. “A vantagem da apresentação on-line é justamente a possibilidade de poder apresentar um trabalho apesar da situação em que estamos vivendo. Já a desvantagem, é que, ao usarmos a tecnologia, estamos suscetíveis a falhas [técnicas]”, comenta a estudante.

Com temáticas que dialogam com temas atuais e se fazem muito pertinentes, os trabalhos apresentados neste primeiro dia demonstram a qualidade das produções desenvolvidas nas disciplinas por alunos e professores que, aliados, podem obter grandes resultados. “Quando a gente vê a qualidade desses trabalhos que estão sendo realizados, a gente se sente muito confiante no que vem por aí”, ressalta Bittencourt. 

Apresentando o radiodocumentário intitulado ‘Os Invisíveis de Fortaleza’, orientado pela professora de radiojornalismo, Kátia Patrocínio, a aluna Jéssica Alves e sua equipe abordaram o drama de pessoas que vivem em situação de rua na capital. Contextualizando o assunto com dados estatísticos da Pesquisa Nacional Sobre População de Rua, o trabalho exibido se desenvolveu a partir das narrativas de 4 homens que vivem nessa situação. “São pessoas que podemos ver todos os dias, mas não reparamos nelas de fato. Não reparamos que todos têm uma história. Elas também são invisíveis para o Estado, já que muitas não possuem nem mesmo documentação para acessar seus direitos básicos como cidadãs. Trouxemos essas histórias e pesquisas de especialistas como alerta” , comenta Jéssica Alves.

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