Filme explora o medo de ataque alienígena

por Letícia Serpa

Com a chegada do coronavírus, a maioria da sociedade está se reinventando em busca da execução da pandemia. As pessoas estão ficando a maior parte do tempo em suas casas, saindo apenas quando  realmente é importante. O que está em pauta, agora, em laboratórios de todo mundo, é a procura da vacina que extinguiria o vírus daqui a algum tempo. 

Afinal, temos a capacidade de criarmos anticorpos e nos prevenirmos de fatores externos. E se não fosse por isso, facilmente morreríamos e não suportaríamos viver expostos às bactérias presentes em nosso habitat natural. Mas, para outros seres, ao adentrarem no mundo em que vivemos, o que aconteceria? 

Capa do filme “Guerra dos Mundos”. Foto: Reprodução.

E é sobre essa mesma temática que trata o filme “Guerra dos Mundos”. No início do longa, o narrador (Morgan Freeman) explicita uma ideia de que nós, seres humanos, donos de nosso planeta (e isto é algo que posteriormente servirá para  entender o filme), estamos sendo observados por seres intelectualmente superiores que decidiram traçar uma guerra conosco. 

A história, então, abordará a vida de Ray Ferrier (estrelado por Tom Cruise), um trabalhador portuário divorciado, afastado de seus filhos que moram com a mãe. No começo da  trama, a ex-esposa de Ray pede para que ele cuide das crianças durante  um período que passará em Boston, na casa de seus pais. Os filhos Rachel Ferrier (Dakota Fanning) e Robbie Ferrier (Justin Chatwin) encontram com o pai, que demonstra inicialmente não saber como lidar com os dois, já que há muito tempo não os via. Inclusive, Robbie parece ter problemas com Ray, aparentando  ter raiva dele. 

Desde o início, o filme,  através de um telejornal, mostra  que algo de errado está acontecendo em alguns lugares do mundo. No entanto, os personagens não se importam, chegando a mudar de canal ou mesmo desligar a TV. Uma tarde, quando Ray decide ir cochilar, Robbie, sem pedir permissão, sai com o carro de seu pai. Ao acordar, Ray vê uma nuvem escura gigantesca que se cria no quintal da casa.  Em questão de segundos, vários raios são lançados ao chão, para estranhamento da vizinhança. Ray, preocupado com o filho que saiu de casa e ainda não voltou, vai à procura do garoto.

Ao andar pelas ruas da cidade até chegar no centro, ele percebe que todas as pessoas estão espantadas com o ocorrido. E uma multidão se junta em torno de um buraco feito no meio de uma rua. A partir dele, surge um robô monstruoso exterminando quem se encontra em volta, a partir de choques que desconfiguram todo corpo, transformando-o em pó. Ray, por sorte, consegue sobreviver e volta para casa, onde vê Robbie, que voltou a tempo. 

Cena do filme “Guerra dos Mundos”. Foto: Reprodução.

Todos os aparelhos magnéticos estão desligados ou pararam de funcionar com a chegada dos alienígenas. Com o propósito de tirar seus filhos dali, que ainda não estão a par do que ocorreu no centro da cidade, o personagem pega o seu carro (o único, em toda redondeza, funcionando graças a uma peça trocada pelo mecânico amigo de Ray no início do filme que, ao que tudo indica, anula o corte magnético feito pelos invasores), e leva-os para a casa de sua ex-esposa. A partir de então, Ray e seus dois filhos, entram em uma jornada em busca pela sobrevivência. 

O filme, com 118 minutos de duração, direção de Steven Spielberg e roteiro de Josh Friedman e David Koepp, é baseado no romance “A Guerra dos Mundos”, de H. G. Wells e não peca em suas temáticas bem abordadas. A expressão do filme, por mais sombria e assustadora, não deixa de abordar um tema sensível e ser uma reflexão a respeito da nossa importância como seres humanos. E, desde A.I Artificial Inteligence (Inteligência Artificial, traduzido para o português), Spielberg já aborda sobre a singularidade da nossa espécie. 

A questão instaurada no fim do filme, nos leva a acreditar que só podemos viver em um lugar onde nos adaptamos, convivemos e entendemos como funciona. Ao nascermos, somos seres diantes de um espaço completamente novo. O ser humano se desenvolve dentro do planeta Terra. As espécies mais avançadas e tecnológicas conseguiriam facilmente destruir todo o mundo como conhecemos de uma forma simples, já que parecem ser invencíveis no decorrer da trama. Mas, não fazem parte do nosso mundo, por isso, não podem usufruir dele sem sofrer certas consequências.

Ficha Técnica 

Filme: Guerra dos Mundos 

Duração: 116 min

Direção: Steven Spielberg

Ano:  2005

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