Mercado on-line contribui para manutenção do comércio durante a pandemia

Por Eduarda Pessoa e Ana Luíza Lima

 

O isolamento social, principal medida de contenção do novo coronavírus, pandemia que assola maior parte dos países do mundo, impõe novos desafios ao comércio e à economia. A paralisação das atividades preocupa pequenos e médios empreendedores brasileiros que dependem unicamente da prosperidade de seus negócios para o sustento pessoal. Pensando nisso, plataformas de venda on-line flexibilizaram o cadastro para  estabelecimentos que desejem aderir ao comércio virtual, contribuindo com o salto das vendas on-line durante a quarentena. 

Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) apontam a movimentação do mercado virtual no Brasil a partir dos últimos dias de março e da primeira semana de abril. Em pesquisa feita pela ABComm em parceria com a Konduto, considerando a venda on-line de determinados produtos, observaram o aumento nas vendas de eletrodomésticos e itens de farmácia e moda.  

As discussões sobre os impactos negativos da COVID-19 na economia ganham cada vez mais protagonismo à medida em que o isolamento social se prolonga e a paralisação perdura. O momento, que exige inovação e incentivo para a manutenção do comércio, é propício para a estreia de lojistas no ambiente on-line que, até então, atuavam unicamente no mercado físico. Diante disso, companhias como a B2W Marketplace facilitaram o cadastro em suas plataformas de venda, de modo a dar suporte a pequenos e médios comerciantes durante a quarentena. 

Com a convidativa frase “não importa seu tamanho, tem espaço para tooodo mundo aqui”, a  Americanas.com convoca lojistas para cadastrarem seus produtos na loja on-line apresentando um dos grandes benefícios do e-marketplace: o alcance. Dando destaque ao seu expressivo número de 2,3 bilhões de visitas, a loja virtual indica o passo a passo para vender em sua plataforma.     

Vale ressaltar que o e-marketplace é apenas uma das modalidades de venda on-line, sendo uma espécie de shopping virtual que aglutina diversos fornecedores e os conecta diretamente com seus clientes. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa) mostra em publicação os benefícios deste tipo de comércio, destacando as chances de acesso e de venda no e-marketplace, se comparadas às de uma loja virtual individual (e-commerce). 

Fique no Lar

Samuel Santiago, de Russas (CE), é um dos que aderiram ao comércio on-line com suporte da plataforma Fique no Lar, desenvolvida por estudantes e professores do Instituto Federal do Ceará  (IFCE) para dar visibilidade a comerciantes cearenses e diminuir o impacto econômico da COVID-19. O comerciante possui dois empreendimentos, ele afirma que o seu comércio no segmento de Hortifruti teve um aumento na demanda de delivery e de vendas. Entretanto, ele destaca uma problemática ainda persistente. “Para ser sincero, muitas pessoas ainda não sabem comprar online. Mesmo eu estando em serviços como o Fique no Lar, há pessoas leigas para comprar nessas plataformas e preferem ligar ou falar no WhatsApp mesmo”.

Assim como o negócio de Samuel, 316 estabelecimentos cearenses já estão cadastrados na plataforma que promete menos burocracia na adesão e livre negociação entre o vendedor e o cliente, sem intermediação da ferramenta. Devido aos bons resultados obtidos no Ceará, outros 10 estados e o Distrito Federal também já utilizam o Fique no Lar.

Crescimento do comércio on-line na quarentena 

Segundo o professor de empreendedorismo Wilson Linz,  “da mesma forma que as pessoas deixam de ir a locais como lojas físicas, bares e locais de eventos, ocorre também um crescimento substancial da venda online, das entregas em domicílio (delivery), gerando novas oportunidades de negócio”. De acordo com publicação no portal Exame, houve um aumento de 40% das compras online na primeira quinzena de março em comparação ao mesmo período do ano passado, com destaque para a comercialização dos itens de saúde.

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