Novo coronavírus na América do Norte e Oceania

Por Sarah Viana e Thomás Regueira

Os Estados Unidos são o terceiro país mais afetados pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19), ficando apenas atrás apenas da Espanha e Itália. Já foram registrados mais de dez mil mortes nos dois países desde semana passada, de acordo com o Correio Braziliense, ultrapassando o número de óbitos na China, país de origem do vírus. Até a tarde da quarta-feira (01/04), o país norte-americano superou 183.000 casos e o novo coronavírus causou mais de 3.700 mortes, ultrapassando o número de vítimas do ataque terrorista do dia 11 de setembro de 2001.

As autoridades norte-americanas, nesse momento, reforçam as medidas de isolamento social e higienização para conter o avanço da doença. Porém, algumas semanas atrás, essa não era a postura do presidente Donald Trump. Ele não considerava o COVID-19 uma ameaça, no entanto, essa semana, mudou seu posicionamento e, agora, é favorável à quarentena e à paralisação de determinados setores econômicos.

Karol Nascimento. Foto: Arquivo Pessoal

Karol Nascimento, 39, é formada em Jornalismo pela Unifor e mora nos Estados Unidos há dez anos. Trabalhou na TV Verdes Mares como repórter e produtora, e foi freelancer (profissional que trabalha por conta própria como prestador de serviços sem vínculo a alguma entidade patronal) nos EUA. Ela mora com o marido e suas duas filhas em Moseley, cidade no estado de Virgínia (no sudeste dos EUA), a 20 minutos da capital, Richmond.

Desde o dia 13 de março, quando o governador do estado decretou o fechamento das instituições de ensino, ela está de quarentena em casa com as filhas. O marido trabalha em regime de plantão presencial, mas alguns dias da semana trabalha de casa. Por enquanto, são mais de mil casos confirmados do novo coronavírus no estado. Há duas semanas atrás, eram apenas 40 e, por conta disso, a quarentena foi estendida. “Essa medida de parar as aulas foi fundamental para conter a pandemia na Virgínia. Todas as medidas que ele [o governador] tomou no começo ajudaram bastante, porque se não, teríamos muito mais casos do que nós temos hoje”, avalia Karol.

De acordo com ela, a experiência de estar em quarentena e ver as filhas presas em casa é um misto de emoções. Confira o relato:

Stephanie Eilert mora em Washington, Estados Unidos, junto com sua filha, mãe e marido. A ex-aluna de Jornalismo conta sobre como foi o início dos casos do novo coronavírus no país e quando a pandemia passou a afetar sua rotina dentro de casa. Confira o depoimento:

Leonardo Medina. Foto: Arquivo Pessoal

Já o Canadá, país que faz fronteira com o norte dos EUA, foi bastante afetado pela pandemia. Leonardo Medina é formado em Arquitetura, Engenharia Civil e Economia pela Unifor e mora em Montreal (cidade localizada na província de Quebec) há três anos e meio com a sua esposa. Ele concluiu o curso de Economia no Canadá pela Concordia University e, atualmente, está fazendo o mestrado em Engenharia Civil pela mesma universidade.

Montreal está, desde o dia sete de março, em quarentena. Segundo Medina, a cidade demorou muito para adotar o regime, quando apareceram os primeiros casos da COVID-19 nas escolas. O pânico das pessoas fez com que elas começassem a estocar produtos dos supermercados e isso provocou um grande desabastecimento. Confira o relato dele sobre as mudanças da quarentena na sua vida e na da sua esposa, além dos problemas essa crise trouxe ao país.

Prateleiras vazias em supermercado no Canadá. Foto: Leonardo Medina

A pandemia do outro lado do mundo

Marina Mourão é ex-aluna do curso de Jornalismo da Unifor e, atualmente, está morando no norte da Nova Zelândia, na cidade de Featherson. De acordo com ela, o regime de quarentena no país começou apenas na quarta-feira passada, cerca de 10 dias depois do início da quarentena no Brasil. Ela enfatiza que as pessoas já estavam preocupadas com a doença, porém, nem todos seguiram as recomendações do governo local.

Ela avalia o regime de quarentena como a melhor decisão do país para conter a doença até agora. Confira o seu depoimento abaixo:

Marina Mourão. Foto: Arquivo Pessoal
Marina Frota. Foto: Arquivo Pessoal

Já na Austrália, localizado na Oceania, o sistema de quarentena ainda não é realidade para muitas pessoas que estão no país. De acordo com Marina Frota, ex-aluna de Publicidade e Propaganda que mora no país há cerca de dois anos, na cidade de Gold Coast, na qual faz pós graduação em Marketing, o governo tem tomado várias medidas para evitar o contágio da COVID-19, como o fechamento de fronteiras e informar às pessoas para manterem uma distância social.

O primeiro caso do novo coronavírus chegou ainda em janeiro, mas depois que ele ganhou proporções mundiais e diante dos casos da Itália e Estados Unidos, a Austrália passou a adotar medidas mais extremas. Espera-se que, a partir de semana que vem, o país entre em quarentena total.

Escute o relato de Marina Frota:

O papel da comunicação

Para Karol, o jornalismo é fundamental nesse momento para mostrar a realidade nos países onde os governos estão negando a realidade dessa pandemia e divulgar os tratamentos e medidas de segurança. “Esse é um momento da história que o mundo precisa demais dessas informações. Fico feliz em ver o jornalismo que está sendo feito pelos grandes meios de comunicação, que estão levando essa cobertura muito a sério. Também por estarem exercendo o papel de mostrar para a população como fazer a sua parte de manter seu distanciamento em casa.”

Quanto às redes sociais, a jornalista agradeceu a existência delas para poder rir e se comunicar com a família e amigos. Escute a opinião dela sobre as redes sociais abaixo:

Marina Frota, da Austrália, faz uma leitura um pouco mais diferente das redes sociais e do jornalismo neste momento, pois, da mesma forma que podem ser algo positivo, também tem seus lado negativo. Escute abaixo:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

css.php