COVID-19 traz impactos na economia brasileira e mundial

por Viviane Ferreira

Devido ao cenário de pandemia causado pelo vírus COVID-19, as atividades econômicas se modificaram. O isolamento social gerou uma grande queda na atividade econômica, trazendo impactos mundiais. Em países subdesenvolvidos como o Brasil, onde a taxa de desemprego e de desigualdade social é elevada, é importante pensar em medidas que possam diminuir as consequências que o país também sofrerá diante do cenário atual.

O ministro da economia, Paulo Guedes, esteve em  videoconferência no domingo (29) com representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), e  ressaltou seu posicionamento diante a pandemia. “Eu mesmo, como economista, gostaria que pudéssemos manter a produção, voltar o mais rápido possível. Eu, como cidadão, seguindo o conhecimento do pessoal da Saúde, ao contrário, quero ficar em casa e fazer o isolamento”, disse. 

Ricardo Eleutério. Foto: Viviane Ferreira

De acordo com o economista e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Ricardo Eleutério, a previsão é de que os impactos na economia serão fortes. “A taxa de desemprego vai crescer significativamente no Brasil e no mundo. Os investimentos, o consumo e a renda dos agentes econômicos vão cair. A previsão dos economistas, de maneira geral, é que agora, no segundo trimestre deste ano, o tombo no PIB (Produto Interno Bruto), a queda na atividade econômica seja mais acentuada que no primeiro trimestre. Devemos ter alguma recuperação no segundo semestre deste ano, notadamente quando ultrapassarmos essa fase de isolamento social”, explica. 

Um estudo recente, feito por pesquisadores do Federal Reserve System (Fed, o banco central norte-americano), diz que seguir a medida de isolamento social é uma forma de recuperar os danos econômicos mais rapidamente, pois na época da gripe espanhola, as cidades americanas que adotaram com eficácia o isolamento tiveram menos impactos econômicos devido à rápida recuperação econômica. O professor Eleutério também ressalta que seguir com o confinamento social é a melhor forma de diminuição dos impactos. “O isolamento social deve durar até o ponto em que houver um achatamento na curva das pessoas contaminadas, portanto uma desaceleração. Quanto maior for o isolamento, mais cedo baixamos a curva de contaminados e mais cedo podemos voltar às atividades de trabalhados e retomar a economia com as dificuldades que já estão sinalizadas”, diz.

Delio Salgado. Foto: Arquivo Pessoal

Delio Salgado, empresário no ramo de alumínio, já sente os impactos que a pandemia tem causado no país e começou a tomar medidas para tentar lidar com as dificuldades econômicas. “Não tem faturamento, as contas chegam e acaba que tomamos medidas de demissões de funcionários por não ter vendas. Os impostos que o governo não prorroga, infelizmente tive que demitir três funcionários. Se isso continuar por muito tempo, vou precisar tentar outros recursos financeiros para lidar com essa situação”, relata.

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