DCE realiza oficina Saúde das Mamas

Por Carolina Meneses

O evento, que aconteceu na tarde de ontem (04/03), teve como destaque ensinar como fazer o autoexame, sendo um passo importante na saúde da mulher e do homem, podendo diagnosticar de forma precoce o câncer de mama. A oficina foi iniciativa do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Centro de Ciências da Saúde (CCS), da Universidade de Fortaleza, intitulado “Ame-se: Saúde das Mamas”. Apresentado pela Liga de Oncologia de Medicina da Unifor, ela deu continuidade ao I Simpósio Multidisciplinar sobre Direitos das Mulheres, cujo propósito é reunir os alunos de fora e dentro da universidade, para aprenderem e cultivarem o conhecimento.

De acordo com Instituto Nacional do Câncer (INCA), a  estimativa para novos casos em 2020 é de 66.280. Em 2019, a incidência de câncer de mama feminina, para cada 100 mil mulheres, no Ceará foram de 2.200 casos, e em Fortaleza-Ce foram de 1.410. A doença também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. O autoexame não é um diagnóstico, e sim um modo de encontrar alguma anormalidade no tecido das mamas com as apalpações. A mamografia é indispensável e alguns exames de imagem podem ser complementares.

“O autoexame nas mamas poderá ajudar a encontrar alterações e descobrir precocemente células cancerígenas” – Dra. Margarida Maria Castro, ginecologista e obstetra.

O evento explicou sobre o câncer de mama e como fazer o autoexame. Pontos como fatores de risco, sinais e sintomas, rastreamento e quando há risco familiar também foram tratados. Por meio de mamas de plásticos, a Liga ensinou como apalpar os seios  e quando podem ser identificados seios já doentes. 

“É importante a gente trazer essa temática, pois o câncer de mama é o segundo mais comum nas mulheres no Brasil. Então é um tema que precisa ser debatido.” – Arielly Alves, presidenta da liga de Oncologia do curso de Medicina da UNIFOR e estudante de Medicina.  

“O simpósio é mais uma chance dos alunos de Medicina e membros da liga praticarem o ensino, ajudando a lidar com os pacientes e treinando a relação com o outro.” – Beatriz Dias, vice-presidenta da Liga de Oncologia do curso de Medicina da UNIFOR e estudante de Medicina. 

DCE 

O Diretório teve como iniciativa realizar uma ação para os estudantes que contemplasse o Dia Internacional da Mulher como uma atividade multidisciplinar, pois a ideia é  integrar os Centros de Ciências da universidade. A importância do simpósio é trazer os direitos das mulheres em todos os aspectos. 

“Somos mulheres e precisamos nos fortalecer nas ciências. É importante ficarmos unidas na universidade.” – Iara Jucá – presidenta do DCE  e estudante de Psicologia. 

Lia Ferreira, vice-secretária geral do DCE,  pensou neste evento para conscientizar os alunos de dentro e fora da Unifor, sendo focado não apenas na data comemorativa, mas em  representar uma luta das mulheres em buscas de mais direitos e igualdades.   

DCE e PET Medicina Unifor. Foto: Carolina Meneses

Como fazer o autoexame: 

  • na frente do espelho: observar as mamas com os braços caídos e levantados;
  • na cama e no banho: levantar o braço e apalpar no sentido horário e anti-horário, delicadamente com a ponta dos dedos, facilitando o encontro das alterações no tecido da mama;
  • período ideal para o autoexame é o de 7 a 14 dias depois da menstruação; 
  • caso encontre algo diferente não se apavore, procure seu médico do posto ou ginecologista !

Fatores de risco : 

  • Sedentarismo e obesidade;
  • Alcoolismo;
  • Idade maior que 50 anos; 
  • Menopausa após os 55 anos;
  • 1ª menstruação antes dos 12 anos;
  • Nunca ter amamentado ou ter tido filhos; 
  • Histórico familiar
  • Uso crônico de  anticoncepcionais.

Rastreamento : 

  • Exame clínico das mamas a partir dos 40 anos, anualmente;
  • Mamografia entre 50 e 69 anos, bianualmente; 
  • Autoexame nas mamas a partir dos 18 anos, mensalmente. 

Quando há risco familiar ?

  • pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama, abaixo dos 50 anos;
  • Parentes de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou de ovário, em qualquer faixa etária;
  • História familiar de câncer de mama masculino. 

(Fonte: A.C. Camargo).

Infografia: Halleyxon Augusto

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