Medo é o principal motivo para mulheres vítimas de violência não buscarem ajuda

por Gabriela Barroso

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Fortaleza (Unifor), com a participação do Centro de Ciências e da Saúde (CCS), iniciou hoje (04/03) o I Simpósio Multidisciplinar sobre os Direitos das Mulheres. Os estudantes assistiram pela manhã a palestra “O atendimento da mulher que sofreu violência”, ministrada pela historiadora, feminista e ativista social, Taynara Araújo e pela médica especialista em ginecologia e obstetrícia, Rayanne Cunha Pinheiro.

As palestrantes Taynara Araújo e Rayanne Cunha Pinheiro. Foto: Gabriela Barroso.

O tema principal do evento foi a respeito de como as mulheres, tanto na esfera pública, quanto privada podem ser atendidas ao sofrerem algum tipo de violência por homens. A ativista Taynara Araújo começa contando sobre o histórico da luta feminista, mostrando o por quê das mulheres serem tidas como o “gênero inferior” e do medo frequente, revelando também os preconceitos que ainda vivem diariamente e da desigualdade de gênero. “O homem não gosta de ver que o seu lugar de privilegiado seja tomado pelas mulheres” afirma.

A médica Rayanne afirma que, no âmbito público, existe o Projeto Superando Barreiras, um programa da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), do qual já fez parte e é referência em atendimento às mulheres que sofreram algum tipo de violência, principalmente a sexual. O projeto faz acompanhamento psicológico, apoio ginecológico e terapia sexual, sendo uma atenção multidisciplinar para com essas mulheres. “O nosso comportamento como profissionais podem ajudar a essas mulheres a se fortalecerem, a falar, a pedir ajuda e buscar a quebrar o ciclo da violência. É importante ter um diálogo aberto, mas de forma delicada, respeitosa e dar oportunidade para que elas consigam falar”, orienta Rayanne.

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