Comercialização de produtos sul-coreanos movimenta a economia de Fortaleza

Por Alan Melo

A Coréia do Sul é um grande polo econômico. O país, que tem a décima-primeira maior economia do planeta, lidera a tecnologia da informação mundial e é referência educacional, atraindo várias pessoas pelo seu estilo de vida excêntrico e fascinante. Através dessa atração, a procura pelo mercado sul-coreano se expandiu por todo Brasil, especialmente em Fortaleza. 

Na cidade, a busca por produtos do país asiático é sustentada, em grande parte, pelo K-pop. Esse gênero musical originário da Coréia do Sul se tornou uma “febre” mundial. Com variedades de elementos audiovisuais, o estilo se popularizou entre o público jovem de todas as partes do mundo.

Alessandra Baldessar. Foto: Arquivo Pessoal

A universitária Alessandra Baldessar, 21, é uma das amantes da cultura sul-coreana. Segundo a fortalezense, sua paixão pelo país asiático surgiu a partir de seu contato com o BTS, grupo de K-pop. “Me encantei com a qualidade das músicas, dos vídeos, com a maneira como eles eram organizados e faziam conceitos baseados em livros dos anos 1910”, confessou.  

Seguindo essa “onda”, muitos empreendedores fortalezenses se voltaram a esse segmento. Rebecca Luize, 22, é um desses casos. A empreendedora comercializa produtos  sul-coreanos, em especial os de K-pop. Para ela, esse é um mercado em ascensão e que vem se consolidando em Fortaleza. “Hoje, a procura é muito grande, os produtos sul-coreanos estão ganhando mais visibilidade. Em Fortaleza, praticamente todo mês são realizados eventos focados para o público admirador da cultura da Coréia do Sul, principalmente para os  kpoppers”, afirmou.  

Com intuito de diferenciar-se no mercado, Rebecca também vende materiais artesanalmente confeccionados por ela e seu marido,  como itens de papelaria, roupas e bolsas, todos com temática sul-coreana. “O comércio coreano está em alta em Fortaleza. Eu e meu marido decidimos personalizar e fabricar produtos totalmente elaborados por nós, diferentemente de outras grandes lojas na cidade que vendem materiais importados”, declarou. 

Rebeca Luize. Foto: Arquivo Pessoal

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