Lan houses diversificam seus serviços para sobreviver

Por Clariana Matias

De acordo com a pesquisa TIC Domicílios, 70% da população brasileira está conectada a internet, o resultado mostra que 126,9 milhões de pessoas usaram a internet em 2018. a diminuição do valor dos smartphones e o acesso ao computador e à internet diminuiu o número de pessoas que frequentam as Lan Houses, bastante frequentadas nos anos 2000. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em 2013, 53,6% dos domicílios utilizavam a internet. Em 2014, esse número saltou para 80,4%.

Francisco dos Santos. Foto: Clariana Matias

Francisco dos Santos, 59, proprietário de uma Lan House em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, teve que fazer pequenas mudanças para atrair os clientes. Apesar de conseguir se sustentar através do lucro que o estabelecimento gera, ele sente a crise. “Quando eu comecei com a lan house, era lotado de pessoas. Depois que os jogos foram adaptados para o celular, caiu muito. Muita gente vinha para acessar o Facebook também, mas hoje em dia não mais”, lamenta. 

Além de pesquisa na internet, confecção de currículos, manutenção de computadores e impressão de fotografias, Santos incluiu a impressão de boletos. Segundo ele, os clientes sempre estão em busca desse tipo de serviço, então é uma forma de lidar com a baixa procura por lan houses.  Ele diz que, para o futuro, pensa em colocar um ponto onde as pessoas possam pagar as contas. “No momento, eu ainda não tive condições de colocar, por conta da estrutura que eu teria que construir, mas é o que eu pretendo”.

Inovação

Com a facilidade dos smartphones na palma da mão, algumas empresas estão buscando cada vez mais inovar seus serviços oferecidos e fazer com que o seu público sinta-se atraído, como é o caso de um centro de entretenimento digital, em Fortaleza. Apesar de não funcionar como uma lan house, o sistema usado pela empresa é bastante parecido, é o que diz a assessora de comunicação Wanessa Wagner, 25. “Oferecemos o consumo por hora. Só que a gente trouxe inovações tecnológicas que não eram tão comuns no Brasil e a maioria das plataformas que a gente usa, realmente não existem aqui”, conta. 

Um dos serviços oferecidos é a simulação de vôo que, com um painel funcional, simula um avião. “Para ele ser utilizado, a gente faz um plano de vôo especializado para poder dar uma orientação e oferecer uma experiência diferente pro cliente”, explica Wanessa. Simuladores de corrida automobilística profissional também são uma opção para quem gosta de se divertir com realidade virtual. 

Victoria Munique. Foto: Arquivo Pessoal

A estudante Victoria Munique, 17, participou de uma simulação de corrida pela primeira vez e adorou a experiência. “Eu achei muito legal e interessante. Eu não costumo jogar em casa, mas eu pretendo voltar e, quem sabe, trazer os meus amigos”. Victoria diz que o que mais lhe chamou a atenção foi o realismo no jogo. “Você sente o volante vibrando, quando você dá a curva é muito real”. João Lucas Freitas, 8, costuma simular jogos de futebol e sempre frequenta centros de entretenimento digital. Ele conta que gosta bastante da experiência de poder jogar através de simulação. 

João Lucas. Foto: Clariana Matias

Victoria e João Lucas são apenas uma dos 600 clientes que frequentam o centro de entretenimento nos meses de alta. Segundo Wanessa, o estabelecimento é muito procurado durante o período de férias, datas especiais e carnaval. “O nosso diferencial é que os meninos não querem jogar em casa trancados no quarto. Eles querem vir para cá para se divertir em conjunto e trazer os amigos deles para socializar”. 

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