1º de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a AIDS

Por Marcelo Teixeira e Marcos Viana

A escolha de tornar o dia 1° de dezembro no Dia Mundial de Luta contra a AIDS foi uma iniciativa da Assembleia Mundial da Saúde (AMS), com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), em outubro de 1987. A data passou a ser adotada no Brasil no ano seguinte, por meio de uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde. O dia serve para reforçar a compreensão e a solidariedade com o próximo que esteja convivendo com a doença pois, infelizmente, ainda hoje a sociedade manifesta bastante preconceito com as pessoas portadoras desse vírus.

Médica Fernanda Colares. Foto: Isadora Linhares.

A médica Fernanda Colares, 39, conta que a data é importante para trazer atenção a esta doença e conscientizar as pessoas. “Na década de 1990, todos falavam muito sobre a AIDS, porém com o desenvolvimento das medicações e o relativo controle sobre a doença, as novas gerações tendem a não dar muita importância, por não haver casos graves como antigamente”, diz ela.

Em média, cerca de 866 mil pessoas vivem com o HIV em nosso país, esses dados são do Boletim Epidemiológico de HIV e AIDS, divulgado em dezembro de 2018. O tratamento para o vírus HIV é oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o tratamento consiste em medicamentos diários que inibem a ação do vírus no organismo.

Além da medicação para pessoas portadoras do vírus, o SUS distribui camisinhas nos postos de saúde e oferece também a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós Exposição (PEP), que são, respectivamente, medicamentos de prevenção e de urgência para o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Fernanda Colares frisa que os métodos de barreira são importantes para prevenir as ISTs. “Muitas pessoas, em especial os jovens, acreditam que a consequência mais séria de uma relação sexual desprotegida é a gravidez. Acabam utilizando métodos de prevenção como a pílula anticoncepcional, mas se esquecem da camisinha, que é o principal método de prevenção de infecções. As ISTs podem causar sérios danos à saúde de homens e mulheres, como a infertilidade e doenças crônicas graves como hepatite B, C e AIDS”, alerta.

A origem do vírus e sua transmissão

O vírus que causa a AIDS é o HIV (vírus da imunodeficiência humana). Ele foi descoberto em 1981 e teve origem em macacos. Os animais não ficavam doentes, mas transmitiam a doença aos humanos. O “paciente zero” da doença (ou seja, a primeira pessoa identificada com a doença) foi um comissário de bordo americano, que acredita-se ter transmitido a doença para várias pessoas.

Infográfico: Gustavo Ricarte

A forma de transmissão do vírus é feita por meio do contato sexual, sanguíneo e com o leite materno de pessoas portadoras. Contatos físicos como o aperto de mãos, abraços, beijos e compartilhamento de utensílios não transmitem a doença. “O que mais pode atrapalhar o convívio social é o preconceito e o desconhecimento acerca da doença. Hoje temos vários medicamentos disponíveis e, se a pessoa fizer o tratamento adequado, ela pode viver assintomática por muitos anos”, explica Colares.

Infográfico: Diuly Moreira

O Jornalismo NIC fez uma enquete com estudantes da Universidade de Fortaleza (Unifor). Os dados mostram que entre os 24 entrevistados, 64,3% consideram ter uma vida sexual ativa, dos quais 7,1% não se previnem contra ISTs. Além disso, 28,6% afirmam nunca terem feito o teste rápido de HIV.

O laço vermelho

O laço simboliza a solidariedade e demonstra o comprometimento na luta contra a AIDS. A ideia foi criada em 1991 por artistas de Nova Iorque e o intuito era homenagear amigos que haviam morrido por conta da doença. Cinco anos após a descoberta do HIV, 38 mil pessoas já tinham falecido, segundo a ONU.

A cor vermelha foi escolhida por causa da ligação com o sangue. Após a criação do laço vermelho, surgiram diversos outros laços de variadas cores, cada um com seu significado e sua causa.

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