Um fenômeno chamado k-pop e os grupos covers em Fortaleza

Por Clariana Matias

K-pop é uma abreviação para Korean Pop (pop coreano, em tradução livre). O estilo musical, originado da Coréia do Sul, fez muito sucesso na Ásia e, com o poder de acesso que as redes sociais proporcionam, o k-pop também vem sendo uma febre no ocidente. Devido às coreografias bem elaboradas, músicas emocionantes e shows bem produzidos, os grupos musicais sul-coreanos têm bastantes fãs em diversas partes do mundo. Exemplos desses grupos são o  BTS (Bangtan Sonyeondan), o EXO e o Blackpink. 

Com a febre k-pop ganhando força também na cidade de Fortaleza, fãs decidiram criar grupos de covers de dança para reunir um objetivo em comum, o amor pelo gênero k-pop. Mais como um hobby, no início, muitos desses grupos se consolidaram e começaram a competir entre si, desde campeonatos regionais até internacionais. 

Grupos covers de dança 

Gabriela Rodrigues, fundadora do grupo Primadonna. Foto: Arquivo Pessoal
Lunah Lima, fundadora do grupo Cypher. Foto: Arquivo Pessoal

Formado por dez meninas de faixa etária entre 15 a 26, o Primadonna surgiu em dezembro de 2014, com o intuito de competir nos campeonatos de coreografias k-pop. A publicitária e criadora  do Primadonna, Gabriela Rodrigues, 26, conta que o grupo foi criado em 2014, é o segundo criado por ela. O antigo grupo, criado em 2011, tentou competir duas vezes, mas não obtendo uma classificação, decidiu parar as atividades. No entanto, Gabriela resolveu retomar as atividades em 2014 e selecionar mais integrantes para o Primadonna. 

Já o Cypher, grupo cover dos Bangtan Boys (BTS), reúne nove integrantes entre 18 e 15 anos e está em atividade desde 2017. De acordo com sua criadora, Lunah Lima, 23, o grupo surgiu a partir da sua vontade, juntamente com alguns amigos, de aprender a coreografia de uma música. “No início, era só para dançarmos uma música mesmo. Depois, nós acabamos criando o grupo. Escolhemos o nome, e foi”, explica.

Dificuldades

Ana Paula. Foto: Arquivo Pessoal.

Tanto o Primadonna quanto o Cypher passam por dificuldades financeiras, pois os concursos de cover exigem figurinos idênticos aos originais, fazendo com que os custos de produção sejam elevados. “A gente sempre depende das premiações mas, quando não temos competições, temos que usar nosso dinheiro para cobrir os custos dos figurinos”, diz Lunah, que se dedica a fazer estampas idênticas para ser possível participar de competições. 

A integrante do grupo Primadonna, Ana Paula, 25, formada em Ciências Sociais, conta que, no começo, havia um limite de idade para entrar no grupo. Com o tempo, esse limite expandiu e hoje o Primadonna tenta lidar com as diferenças de idades e os limites exigidos pelos pais. “Geralmente, meninas mais novas têm algumas restrições, uma delas é o horário. Além disso, às vezes, nós usamos uma coreografia mais adulta, então não colocamos meninas muito novas para fazer parte da dança”.

Reconhecimento

O grupo Cypher coleciona 15 vitórias em competições, inclusive, uma internacional: a K-pop World Festival, que aconteceu em Fortaleza no ano de 2017. Outras duas conquistas bastante representativas para o Cypher, de acordo com Lunah, foi as que aconteceram no Anima Recife (evento de cultura pop de Recife). “Como éramos um grupo iniciante, ir para outro estado foi algo muito novo. Ganhar em outro estado com 40 grupos para competir era maior ainda”, disse a criadora do Cypher, grupo ganhador do 2º e 1º lugar na competição de covers do Anima Recife em 2018 e 2019, respectivamente. 

Apesar da dificuldade financeira, Gabriela afirma que há um retorno pessoal muito grande. O Primadonna acumula nove premiações, entre eles, o 3º lugar no EKP Fest, em 2016. O grupo também ficou com o 1º lugar em competições que aconteceram no ano de 2019, o ACON e Arena Gamer. 

Confira os covers de coreografias dos dois grupos:

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