5+ músicas de protesto no Brasil

Por Alan Melo

 

Durante toda evolução histórica brasileira, forças políticas causaram instabilidades sociais e democráticas em vários momentos. Para tais momentos, movimentos culturais criaram ferramentas de resistência e combate a essas forças. Uma dessas ferramentas foram as músicas de protesto, que a partir de críticas sociais, se tornaram símbolos de várias gerações.

Pensando nisso, o Jornalismo NIC separou cinco músicas de protesto que marcaram a história brasileira.

 

Pra dizer que não falei das flores 

A obra de Geraldo Vandré foi um dos símbolos de combate ao regime militar, que durou entre 1964 e 1985. O período foi marcado por muita repressão e censura. A canção foi composta e cantada em 1968, no Festival Internacional da Canção, mesmo ano em que o regime endureceu a partir do AI-5. A música foi censurada na época por ser considerada uma afronta pelo seu refrão: “Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer”. Para os militares, o refrão trazia sentido de convocação da população contra o regime.

 

Até quando?

A canção do rapper Gabriel, o Pensador, foi lançada em 2001, pertencente ao álbum “Seja Você Mesmo (mas não Seja sempre o Mesmo)”. A música aborda o conformismo do povo brasileiro diante da situação precária que o país passava, no final do segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. “Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando você vai ser saco de pancada?”, questiona o cantor no refrão da música. O videoclipe da música recebeu um prêmio no MTV Video Music Brasil.

 

Vem pra rua 

A canção do Rappa, composta em 2013 por Henrique Ruiz Nicolau, foi um hino das manifestações que ocorreram no Brasil naquele ano. Inicialmente, a música tinha sido realizada para servir como slogan da Fiat para a Copa das Confederações, mas com a onda de protestos, a música passou por uma ressignificação de sentido.  Os manifestantes utilizaram como slogan de convocação a letra da música, que diz: “Vem pra rua, porque a rua é a maior arquibancada do Brasil”.  

 

Música pela democracia 

A canção foi composta por uma série de artistas: João Donato, Arrigo Barnabé, Edgard Scandurra, Chico César, Alice Caymmi, Ava Rocha, Lucas Santtana e Rico Dalasam. A música foi lançada em 2016 durante o período em que estava sendo julgado o impeachment da presidente Dilma Rousseff, tornando-se hino das manifestações contrárias ao processo, com refrão: “Não, não, golpe não! Quem não teve voto tem de respeitar. Não, não, golpe não! Nossa voz na rua vem para lutar”.

 

Jorge Maravilha 

A canção de Chico Buarque, lançada em 1973, foi uma das músicas que mais incomodaram as autoridades na época. Chico, por saber que a filha do general Ernesto Geisel, Amália Lucy, gostava de sua música, enfrentou e satirizou os governantes com a letra dessa obra: “E como já dizia Jorge Maravilha, prenhe de razão, mais vale uma filha na mão do que dois pais voando. Você não gosta de mim, mas sua filha gosta.”

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