Gabriel, o Pensador e a música como instrumento de resistência

Por Alan Melo

Gabriel, o Pensador, é um dos grandes nomes da música brasileira. O artista, que é referência do rap nacional e da literatura, coleciona uma série de premiações, como o Prêmio da Música Brasileira, Troféu imprensa e o Prêmio Jabuti de Literatura. 

Visando a relevância do cantor, o Mundo Unifor recebeu, na última sexta-feira (18),  o artista para ministrar o workshop “Ouvindo e Construindo Rap”, onde Gabriel contou um pouco de sua trajetória no mundo musical, com enfoque de como utilizou, durante sua carreira, a música como instrumento de debate para pautas sociais.

Gabriel compartilhou algumas de suas experiências do início de sua carreira, como, quando ainda criança, entrou em rede nacional para criticar as eleições para prefeito, em 1985, cantando uma música de sua autoria com uma letra extremamente crítica. “Eu sou o melhor prefeito do mundo, o único problema é que eu sou vagabundo. Vote em mim!”.

O cantor também falou sobre sua música mais polêmica, “Tô feliz (Matei o Presidente)”, feita em 1993 e que passou por uma severa censura. “As rádios censuraram a música por medo de represália do Governo”, afirmou Gabriel.

O artista cantou algumas de suas músicas, como “Linhas tortas” e “Sobreviventes”, que faz parte de seu novo álbum. Encerrou sua participação ao som de “Solitário surfista”, chamando o público para perto do palco. O workshop se tornou um verdadeiro show. 

Mariana Lima. Foto: Reprodução

Segundo a universitária Mariana Lima, 19, que assistiu ao workshop,  a experiência foi única. “Palestra incrível e super válida, por abordar música, arte e cultura, algo que, ao me ver, precisa ser mais exposto e incentivado no âmbito universitário”, declarou.  

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