Mesa-redonda debate gravidez precoce

Por Clariana Matias

 

Segundo dados do IBGE, a taxa de natalidade é mais comum entre adolescentes e, principalmente, entre jovens em situação de pobreza e baixa escolaridade. Com base nesses dados, a programação do Mundo Unifor reuniu profissionais, hoje de manhã (17), no Teatro Celina Queiroz,  para discutir saúde pública voltada para a gravidez na adolescência, incluindo as suas causas e consequências. Também foram apresentadas soluções para o que a Dra. Verbena Guedes, assistente social da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC) e uma das participantes da mesa, chamou de “fenômeno social”. 

De acordo com a professora do curso de Medicina, que  mediou o evento, Fabíola de Castro, a discussão é importante, pois a notificação da gravidez em menores de 14 anos já é assegurada por Lei, mas não é cumprida. A professora do curso de Enfermagem, Dra. Simone Paes, apresentou dados da diminuição da gravidez entre adolescentes, apesar desses comprovarem que a diminuição foi pequena. 

As taxas de gravidez na adolescência da América Latina e Caribe estão entre as maiores no mundo, ultrapassadas apenas pela África Subsaariana. A Dra. Simone também defendeu que a solução pode ser possível através de um trabalho multissetorial. “A saúde sozinha não vai dar conta. A responsabilização através do poder judiciário não vai dar conta somente, porque essa menina está inserida no contexto social e precisa da assistência. Essa intervenção tem que ser articulada e ela deve ser sistêmica”, explicou. 

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