Danças circulares prometem ação transformadora

     Por Gabriela Barroso

De acordo com a psicóloga e focalizadora, Ana Claudia Magalhães, 54 anos, o ser humano tem ficado cada vez mais individualista e com o intuito de integrá-las, o movimento das danças circulares vem para acolher e ajudar a cultivar novas amizades. Além disso, colabora por uma vida com mais integridade, gerando o próprio bem estar e uma sociedade mais solidária. 

No decorrer da prática das danças circulares, as pessoas dão as mãos, criando um círculo energético que vai causar melhorias no contato social com a outra pessoa. De acordo com ela, a dança permite uma comunicação amorosa, aumenta o senso de organização comunitária através da roda e o senso rítmico pela música. 

A dinâmica corporal que a dança cria produz um convívio saudável, em locais de trabalho, esse tipo de prática vem sendo usada para criar uma harmonia entre as pessoas. Durante o movimento, a pessoa consegue obter um autocontrole, uma melhor consciência do seu corpo e uma responsabilidade por seus atos. 

Segundo a psicóloga, os focalizadores são aqueles que se dedicam em guiar os passos e contextualizar as danças, satisfazendo o bem-estar do grupo. A prática, nos dias de hoje, são coreografadas pelos novos focalizadores e pesquisadores a partir das tradições, inspiradas na cultura, na vida cotidiana, na religiosidade dos povos e em temas contemporâneos, que abrangem inúmeros assuntos nos seus aspectos celebrativos e meditativos. 

Durante a prática das danças circulares. Foto: Gabriela Barroso

 

Pioneiro

A sua origem vem das ancestralidade. Quem resgatou essa prática foi o bailarino e coreógrafo polonês, Bernard Wosien, que  viajou por vários países pesquisando outras culturas e tradições. Mostrou a importância da preservação das danças de roda, como forma de trazer de volta a cultura dos povos e a essência dessa vivência de conexão com o sagrado.

O bailarino começou o movimento das Danças Circulares na comunidade espiritual  Findorn Foundation, localizada no norte da Escócia, em 1976. No Brasil, ela foi trazida pela escocesa Sara Mariot, em meados dos anos 80, na comunidade Nazaré Paulista, atualmente chamada Uniluz e depois espalhou-se para outros estados. Essa prática já ocorre em Fortaleza há  21 anos.

Infográfico: Júlia Moura

 

Pessoas que praticam a dança circular

Ana Maria Bezerra de Queiroz, 54 anos, contadora de histórias

Ana Maria Bezerra de Queiroz, contadora de histórias. Foto: Gabriela Barroso.

 

Foi através de uma amiga que ela conheceu a dança. “Os movimentos da prática traz equilíbrio ao nosso corpo e a nossa mente.”  A contadora de histórias se sente acolhida na dança circular, pois é uma meditação em movimento onde a energia de cada pessoa é transmitida para a outra, dando um fortalecimento para o indivíduo. Também serve como uma terapia antiestresse. “O ato de dar as mãos traz um sentido de conexão, de força, apoio, solidariedade. Muito importante para o emocional.”

 

 

 

Fernanda Guimarães, 37 anos , advogada

Fernanda Guimarães, advogada. Foto: Gabriela Guimarães

 

Fernanda começou recentemente a prática de danças circulares. “A nossa focalizadora nos mostra as danças dos indígenas, africanos, candomblé e dos gregos. É muito rico culturalmente. Traz também temas de ecologia e do feminino sagrado”. Um dos benefícios que trouxe a sua vida foi a autoconfiança.

 

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