Universidade também é lugar de empreender

por Roger Holanda 

 

Davi Santana. Foto: Arquivo Pessoal

Nos corredores das universidades, é comum ver gente vendendo de tudo para ajudar nos custos do dia a dia. Foi o caso do estudante de Nutrição Davi Santana, 20, que ao entrar na universidade, viu que poderia ganhar dinheiro por meio da venda de coxinhas. Em entrevista, Davi contou como iniciou o seu negócio. Desde a época do colégio, já vendia doces como fonte de renda, porém, ao entrar na universidade, percebeu que não havia muita gente vendendo salgados, então aproveitou a oportunidade para comercializar seu produto de maior sucesso: as coxinhas fit. 

Davi encontrou um ambiente perfeito para seu produto. A venda de coxinhas fit está atrelada à uma busca de alimentação balanceada e uma vida mais saudável. Como ele mesmo explica: “não se baseia somente em evitar doenças, é uma questão mais ampla. Mas diria que é um fator chave em que está principalmente associado ao bem-estar físico, mental e social”. A partir do momento em que começou a receber vários feedbacks de clientes pela inovação do produto,  foi quando percebeu o crescimento do negócio.

No auge das vendas, Davi vendia cerca de 10 a 15 coxinhas por dia, mas teve que enfrentar a falta de tempo e o cansaço da rotina das aulas somado ao processo de venda com visitas de bloco em bloco. Davi acabou suspendendo o negócio por um tempo, mas dá uma dica para quem deseja iniciar seu próprio negócio: “não desista, o ‘não’ você já tem. Insista que vai dar certo”. 

Negócio familiar

Caio Correia. Foto: Roger Holanda

Estudante do 2º semestre do curso de Administração, Caio Correia, 18, vende rocambole e brownie no campus como uma forma de ganhar um dinheirinho extra. A ideia de vender rocambole veio a partir de um tio dele, que produz a iguaria.  Como ele estava precisando de dinheiro, viu na proposta uma oportunidade tanto de divulgar o trabalho do tio quanto de obter uma renda para si.

O plano inicial para a venda dos rocamboles era para Caio conseguir comprar um celular novo. Começou suas vendas no dia 12 de Agosto, tendo como meta inicial  vender cerca de 20 bolos de rolo por semana, o sucesso está sendo tão grande que agora aumentou a meta para 40.

Ele já faz planos para o futuro, quando pretende ampliar seu negócio implementando melhorias visuais no seu produto e aumentando a divulgação do seu trabalho para alcançar a meta estabelecida. 

Lila Almeida. Foto: Arquivo Pessoal

Lila Almeida, 22 anos, estudante do curso de Cinema, vende coxinhas. A ideia surgiu quando saiu do seu antigo emprego em uma produtora de filmes para poder focar nas artes e nos seus estudos. Enquanto seus projetos de arte não dão um bom retorno financeiro, ela precisou encontrar uma forma de ganhar dinheiro, foi então que decidiu trabalhar por contra própria vendendo comida.

Com a venda das coxinhas, Lila agora tem tempo para focar naquilo que ama. Como sua mãe já havia trabalhado nesse ramo e adorava cozinhar, resolveu fazer uma parceria  para a produção. Um dos diferenciais da coxinha vendida por Lila é a forma como ela é feita, pois não utiliza farinha de trigo ou óleo. “Coxinhas tradicionais são fritas com óleo, o que acaba as deixando nada saudáveis, já a nossa [coxinha] utiliza massa de batata doce e é assada no forno, tornando-a um lanche saboroso e saudável” , explica.

Lila diz ainda que o negócio é recente e ela ajuda a mãe na preparação do produto.  Começou com 12 coxinhas e, logo no primeiro dia, vendeu tudo, demonstrando que iria trazer o retorno positivo em relação ao gasto com a produção. Futuramente, ela pretende expandir seu negócio para fora da universidade e expandir a variedade dos seus produtos com o intuito de atender outros públicos, como pessoas vegetarianas e apresentar um diferencial no mercado.  

Um comentário em “Universidade também é lugar de empreender

  • 10 de setembro de 2019 em 15:45
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    Parabéns ao estudante de jornalismo Roger Holanda, excelente matéria, muito bem escrita. Sucesso pra vc!

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