5+ autores presentes na Bienal

Por Isabella Campos

A XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará acontecerá em Fortaleza entre 16 e 25 de agosto de 2019, no Centro de Eventos do Ceará, com acesso gratuito. O evento ao longo de décadas, já se consolidou como um dos mais importantes encontros do gênero literário no Estado e no País. 

A Bienal este ano traz o tema “As cidades e os livros” e irá apresentar durante dez dias  uma programação artística e literária que conta com palestras, mesas redondas, oficinas, contações de histórias, lançamento de livros, além de apresentações com artistas de reconhecimentos local, nacional e internacional. 

Pensando nisso, o Jornalismo NIC organizou uma lista com os cinco autores de destaque presentes na Bienal Internacional do Livro do Ceará.

Conceição Evaristo

Conceição Evaristo, 72, escritora e militante. Foto: Reprodução

Conceição Evaristo, 72, nascida em Belo Horizonte (MG) e atualmente moradora do Rio de Janeiro, tem em suas obras – em especial o romance Ponciá Vicêncio (2003) – abordagens de temas como a discriminação social, classe e de gênero.

Graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeira (UFRJ), mestre em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio) e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense, a autora foi vencedora do Prêmio Jabuti de Literatura em 2015. 

A escritora, além de seu vasto currículo, também é militante do movimento negro, tendo uma grande participação nas atividades relacionadas a politica social. 

Angela Gutiérrez

Angela Gutiérrez, 74, professora, escritora e presidente da Academia Cearense de Letras. Foto: Reprodução

Angela Gutiérrez, 74, nascida em Fortaleza, é professora, escritora e a primeira mulher a assumir o posto de presidente da Academia Cearense de Letras. Com graduação em Letras e mestrado em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC) defendeu a dissertação “O Caráter Reprodutor do Ensino de Literatura Brasileira nos Cursos de Letras” e em seu doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) defendeu a tese “Vargas Llosa e o romance possível da América Latina”. 

O seu primeiro romance, “O mundo de Flora” (1990) foi agraciado com o Prêmio do Estado do Ceará. Em janeiro de 2019, Angela assumiu a presidência da Academia Cearense de Letras, tornando-se assim a primeira mulher nesse posto. “Acredito que cada porta que se abre pela primeira vez para uma mulher representa uma nova perspectiva para todas as mulheres”, relatou a escritora em entrevista à imprensa sobre essa conquista. 

Abdellah Taïa

Abdellah Taïa, 46, escritor, jornalista e cineasta. Foto: Reprodução

Abdellah Taïa, 46, nascido em Salé, Marrocos, é escritor, jornalista e cineasta. O escritor reside em Paris há mais de duas décadas, tendo suas obras originalmente escritas em francês, mas já foram traduzidas para outros idiomas, como basco, holandês, alemão, inglês, italiano, romeno, espanhol, sueco, dinamarquês e árabe. 

Descrito pela Interview Magazine como um “transgressor literário e cultural de paradigmas”, Taïa tornou-se o primeiro escritor árabe abertamente gay em 2006, o tornando bastante criticado em seu país de origem, onde homossexualidade ainda é considerada crime, mas também considerado uma esperança para o fim desse pensamento. 

Eduardo Agualusa

Eduardo Agualusa, 58, escritor, jornalista e editor. Foto: Reprodução

Eduardo Agualusa, 58, nascido em Huambo, Angola, é de ascendência portuguesa e brasileira. Escritor, jornalista e editor angolano, Eduardo estudou agronomia e silvicultura no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa e colaborou com o jornal português Público desde sua fundação, onde assinava uma coluna de crônicas quinzenal. 

Iniciou a carreira literária em 1988, com “A Conjura”. Seus livros já foram traduzidos para mais de vinte idiomas, em destaque estão as obras Nação crioula (1997), O vendedor de passados publicado em 2004 (prêmio de ficção estrangeira do jornal inglês The Independent), As mulheres do meu pai (2007), os volumes de contos Fronteiras perdidas (1999) e Catálogo de sombras (2003). 

Vera Duarte Pina

Vera Duarte Pina, 66, escritora e jurista. Foto: Reprodução.

Vera Duarte Pina, 66, nascida em Cabo Verde, é uma autora e jurista internacionalmente premiada. A jurista também tem uma atuação forte na área social, como a primeira mulher a entrar para a magistratura de Cabo Verde.  Seu trabalho no âmbito do Direito, tem destaque em defesa das mulheres, onde se considera uma “porta – voz”.

Como poeta e romancista, Vera Duarte publicou obras importantes como: “O Arquipélago da Paixão” (2001), “Preces e Súplicas ou os Cânticos da Desesperança” (2005), “Construindo a utopia” (2007) e “A palavra e os dias” (2013). O seu livro “A Candidata” (2003) recebeu o Prêmio Sonangol de Literatura. Sua escrita reivindica a liberdade e aborda temas como resistência ao que ela classifica como desânimo ao constatar utopias desgastadas pela seca do deserto, pela fome e violência praticada contra mulheres e crianças e pela miséria decorrente da falta de emprego.

Vera Duarte Pina recebeu o Prêmio Norte-Sul de Direitos Humanos de Lisboa, atribuído pelo Centro Norte Sul do Conselho da Europa, em reconhecimento à sua luta na defesa dos Direitos Humanos.

   

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