O futuro do mercado de trabalho

Por Wanessa Lugoe

O mercado de trabalho sempre esteve em constante mudança e adaptação, mas foi a partir da Segunda Revolução Industrial que as tecnologias começaram a acelerar cada vez mais as adaptações necessárias, delimitando o que deveria ser função do homem e o que ficaria a cargo das máquinas. Não à toa, é fácil encontrar notícias, estudos e pesquisas sobre tendências para o futuro do trabalho no mundo.

O relatório de tendências anual desenvolvido pelo LinkedIn (uma rede social de negócios), o Global Talent Trends 2019 Report, é uma pesquisa realizada com mais de 5 mil profissionais da área de RH de 35 países que procura analisar quais dados e tendências são mais utilizados na rede profissional e em conversas com especialistas e empresas. Os resultados mostram que apesar da exigência por conhecimentos técnicos estar diminuindo, há uma cobrança cada vez maior de novas habilidades dos profissionais.

O relatório também destaca os principais pontos de interesse das empresas em seus funcionários, os chamados Soft Skills, termo em inglês usado por profissionais para definir habilidades comportamentais e competências. Habilidades ligadas a inteligência emocional, relacionamento, socialização, originalidade, pensamento crítico, proatividade e criatividade são os principais pontos de avaliação.

Novo perfil profissional

Sarah Fernandes, formada e pós graduada em Nutrição, graduanda Engenharia Ambiental e empresária. Foto: Arquivo Pessoal

O surgimento de novas profissões e desaparecimento de outras está influenciando na escolha da carreira, ou melhor, carreiras, de muitos profissionais. Além disso, outro fator que tem influenciado muitos jovens a procurar recomeçar do zero é a desvalorização de suas funções, tanto profissional quanto financeiramente.

Esse é o caso de Sarah Fernandes, formada e pós graduada em Nutrição, que decidiu retornar à sala de aula para estudar Engenharia Ambiental.

Sarah saiu do curso de Nutrição trabalhando na área hospitalar, e logo procurou uma especialização em Nutrição Clínica. Após sete anos trabalhando no segmento, a nutricionista percebeu que a carreira estava estagnada e provavelmente não lhe traria o resultado desejado. “Optei por uma segunda formação, porque a área em que eu gosto de atuar não oferece crescimento ou reconhecimento profissional, tanto pelo desempenho quanto financeiramente”, justifica.

Ela não parou a busca pelo sucesso e realização profissional, então decidiu que era necessário investir na independência financeira. Juntas, ela e a irmã tomaram a decisão de empreender. Depois de várias pesquisas, chegaram à decisão de abrir uma loja no ramo de alimentação saudável. Inaugurado em 2018, o empreendimento trouxe à nutricionista uma nova carreira, a de empresária. “Tive que optar por abandonar por um tempo a segunda graduação. É um mundo à parte, muito corrido. Infelizmente tive que escolher”, lamenta.

 Dupla titulação

E não são somente os profissionais que vêm tentando acompanhar a evolução mercadológica. Algumas universidades, como a Universidade de Fortaleza (Unifor), já aceleram em direção a essa busca por formações cada vez mais amplas e heterogêneas, que permitem aos estudantes a construção de carreiras mais personalizadas e diversificadas.

A Unifor é uma das universidades que oferecem a dupla titulação, permitindo que o estudante conquiste dois diplomas em menos tempo. O professor Euler Muniz é Assessor de Planejamento Curricular da Vice Reitoria de Graduação da Unifor, que vê na modalidade um bom diferencial para os profissionais que querem se destacar num mercado de trabalho, nos explicou como funciona a modalidade.

 

“O aluno pode fazer isso tanto na própria instituição como em universidades estrangeiras, numa mesma graduação, a chamada double degree, ou em duas titulações, como administração e ciências contábeis, por exemplo”, explica Muniz.

Para o economista Pedro Coelho, formado em duas diferentes graduações pela Universidade de Fortaleza, o mercado recebe melhor o profissional que possui mais habilidades e uma formação plural. “Agregou bastante valor no meu currículo. O investimento em tempo e financeiro é proporcionalmente baixo. Dois semestres a mais e você recebe outro diploma”, aponta o economista.

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