Curso de Jornalismo debate futebol profissional

Por Letícia de Medeiros

 

Aconteceu na última terça-feira (11), durante a manhã, o evento “Terno Gravata e Chuteira: O Futebol Além das Quatro Linhas”, organizado pelos alunos da disciplina de Jornalismo Esportivo, da Universidade de Fortaleza (Unifor). O objetivo era discutir sobre o atual momento do futebol cearense.

O evento foi mediado pelo jornalista Antero Neto e contou com o presidente do Fortaleza Esporte Clube Marcelo Paz, o goleiro Felipe Alves, também do Fortaleza, o vice-presidente do Ferroviário Jeff Peixoto, o diretor executivo do Ceará Eduardo Arruda e o treinador do Atlético Cearense Luan Carlos.

Futebol como negócio

O time do Ferroviário fez uma mudança em sua gestão após ser rebaixado no campeonato cearense, em 2014. Ela foi representada no evento por um quebra-cabeça com peças que simbolizavam união, responsabilidade, estrutura e administração. O vice-presidente acredita em futuros resultados positivos. “Acredito que vamos subir para a série B”, frisa Jeff Peixoto.

Marcelo Paz afirmou em seu discurso que não tem como trabalhar sozinho, por isso,  existem profissionais com remuneração em cada área para se dedicar ao clube. “Quando a bola não entra no gol, os profissionais continuam a trabalhar para manter o time. O futebol precisa ser profissionalizado”, explica o presidente do Fortaleza Esporte Clube.

“Quando a bola não entra no gol, os profissionais continuam a trabalhar para manter o time” (Marcelo Paz, presidente do Fortaleza Esporte Clube)

O diretor executivo do Ceará, Eduardo Arruda, frisou a importância de manter o setor financeiro estável. Ele citou como exemplo uma dívida que o Ceará tinha em 2011, avaliada em 10 milhões de reais, na qual 95% do valor foi quitado após 1 ano com a ajuda de planejamento financeiro. O diretor executivo conta que não é remunerado pelo seu emprego e trabalha por afeto ao time.

A individualidade do jogador

No segundo bloco do evento, o treinador do Atlético Cearense Luan Carlos ressaltou a importância de conhecer o individual de cada atleta. “O segredo não é tratar todos igualmente, é importante tratar todos com justiça, mas é preciso descobrir as diferenças de cada um para que ocorra uma boa performance em campo”, evidencia. Além disso, Luan Carlos reconhece que os treinos formam a base dos jogos.

Para finalizar o evento, o goleiro Felipe Alves completou a fala do treinador com o que acredita ser essencial para melhorar a performance de um jogador. “Ser um bom pai, um bom marido, um bom amigo ou um bom filho, é uma ajuda para ser um atleta melhor”, assegura.

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