O DIU como opção contraceptiva para as mulheres

Por Letícia de Medeiros

Segundo o Ministério da Saúde (OMS), a escolha do método contraceptivo deve ser feita por um profissional por meio dos critérios clínicos de elegibilidade. Eles são classificados por quatro categorias. São elas: o uso de recursos contraceptivos com e sem restrição, a possibilidade do risco ser maior que os benefícios e o risco inaceitável do recurso.   

Segundo o ginecologista obstétrico Vanderlan Gonçalves, 52, o DIU pode ser utilizado desde a adolescência até a menopausa. “Hoje já se sabe que uma mulher que nunca passou por uma gestação, mesmo adolescente, e aquela pessoa que passou por uma cirurgia cesariana, podem ser candidatas ao uso do DIU”, explica. Segundo o profissional, ele pode ser usado por mulheres que estão amamentando e não interfere na produção, quantidade e qualidade do leite materno.

Entretanto, Vanderlan alerta que o DIU é contraindicado para mulheres que estejam apresentando no momento doença inflamatória pélvica, infecções sexualmente transmissíveis, miomas que distorcem a cavidade uterina, sangramento vaginal sem diagnóstico, malformações uterinas e estreitamento do canal do colo uterino, câncer de colo de útero e do endométrio.  

Comparações entre o DIU Mirena e de cobre. Foto: Reprodução.

O uso do DIU Mirena

O DIU Mirena é uma alternativa para as mulheres que não tiveram experiências positivas com a pílula anticoncepcional mas que precisam de um método contraceptivo hormonal. Foi o que aconteceu com a estudante de Direito Marília Cordeiro, 19.  “Coloquei o Mirena há 6 meses, após passar um período sem método contraceptivo por motivos de problemas de saúde com anticoncepcional. Por isso, os meus médicos chegaram em um consenso de que o método mais seguro atualmente para mim seria o DIU Mirena”, explica.

A estudante de Psicologia Beatriz Rios, 23, desenvolveu episódios depressivos pelo uso do anticoncepcional e, com isso, optou pelo uso do Mirena. “Eu o tenho [DIU] há 2 anos e 8 meses”, comenta. Ela afirma que houve mudanças no seu período menstrual. “Atualmente, eu quase não menstruo. A minha pele e o meu corpo não sofreram alterações, é um método que indico muito”, relata.

O uso do DIU de cobre

Segundo a OMS, o DIU de cobre é o método anticoncepcional reversível mais usado no mundo, com cerca de 170 milhões de usuárias, contra 110 milhões de usuárias da pílula anticoncepcional. Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente esse modelo de dispositivo.  

Para o ginecologista Vanderlan Gonçalves, ele é muito utilizado por ser um método eficaz, prático e sem hormônios. “Ele satisfaz as necessidades contraceptivas da maioria das mulheres, poucos efeitos indesejáveis e tem um longo período de 10 anos”, defende.

A estudante de psicologia Sarah Ozorio, 20, conta que não sente sintomas com o uso do DIU de cobre. “A única questão que pode incomodar as vezes é o prolongamento da minha menstruação, que aumenta para 8 dias. Mas isso é algo muito pessoal, pois não alterou meu corpo em nenhum outro aspecto”.

Compreensão do DIU

Os tipos de DIU, sendo o Mirena em formato de Y e o de cobre em formato de T. Foto: Reprodução.

O dispositivo intra-uterino (DIU) é um método contraceptivo constituído por uma pequena haste em forma de T que é inserida dentro do útero. Existem dois tipos de DIU, o Mirena e o de cobre. Os dois cumprem sua função de forma diferente, mas ambos tem o objetivo deimpedir o encontro do óvulo com o espermatozóide.

Com 0,2% chances de risco de gravidez, o Mirena contém progesterona, um dos hormônios presentes nos anticoncepcionais mais modernos. Ele age pela liberação de uma dose da progesterona no útero, obtendo uma atuação local, o que evita a circulação de hormônios na corrente sanguínea. Já o DIU de cobre, com 0,7% de chances de gravidez, não é medicado e age por meio das propriedades do cobre, impedindo a fertilização.

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