Os novos procedimentos de embelezamento: dicas e cuidados

Mabel Freitas

Durante o ano de 2018, salões de beleza passaram a realizar procedimentos de extensão de cílios e unhas. Atualmente, esses serviços se tornaram parte da rotina dos salões e profissionais que trabalham por conta própria. Por serem aplicações em regiões consideravelmente sensíveis é necessário cuidados na hora de escolher o tipo de extensão e o profissional.

Andressa Câmara, estudante de Jornalismo da Universidade de Fortaleza  (Unifor), faz uso do alongamento de unhas de porcelana faz pelo menos 2 anos.  “Minhas unhas ‘de verdade’ não cresciam, eram fracas e quebradiças. Eu conheci esse serviço por meio das redes sociais e resolvi testar, desde então eu continuei a usar”. A estudante complementa que o motivo de ter continuado a usar esses procedimentos foi a praticidade. “Minhas unhas ficam sempre bonitas, o esmalte não descasca e é algo duradouro. O custo benefício vale muito a pena”, pontua.  

A designer de unhas, Ana Paula Gabriel, trabalha por conta própria com extensões de unhas há um pouco mais de um ano e acredita que esses procedimentos vieram para ficar, devido à demanda que ela recebe mensalmente de clientes que encontraram nesse serviço a solução dos seus problemas. “Muitas clientes me procuram pelo fato de suas unhas não crescerem. A unha quebrar com facilidade ou por roerem as unhas naturais”, comenta.

Procedimento de extensão de unhas. Foto: Reprodução

Apesar de todos os pontos positivos e elas atenderem as necessidades estéticas de muitas mulheres, Ana Paula afirma que existem algumas exceções e que nem todas as clientes podem aderir a esses procedimentos. “Pessoas diabéticas que fazem hemodiálise ou que tenham fungos nas unhas não podem fazer esses procedimentos”. Sobre algum caso de alergia ou rejeição, a designer de unhas afirma que nunca aconteceu e que a garantia do sucesso da aplicação é a manutenção. “A manutenção deve acontecer entre 15 e 21 dias. A falta de manutenção pode causar fungo ou a quebra da unha natural, pois o alongamento vai crescendo e se distanciando da cutícula”. Quando se trata da variedade de extensões de unha, ocorre também uma variação no preço. “Existem extensões de unha postiça, em gel, acrigel e acrílico. A média dos preços varia entre R$ 30,00 e r$ 100, 00”, explica a designer.

Outro procedimento em crescimento no mercado é a extensão de cílios. Jordana Valentin, 29, usa extensão de cílios há um pouco mais de um ano e fala sobre a sua escolha pelo procedimento. “Passei a usar porque acho que o olhar fica mais bonito, coloquei por uma questão estética”. Em relação ao custo-benefício, Jordana acredita que vale muito a pena e recomenda para quem tem interesse de aderir ao procedimento. “Atendo em média 6 à 7  por semana, e 10 em períodos de festa. A faixa etária das minhas clientes é de 20 à 80 anos, o principal motivo delas para colocarem a extensão de cílios é ressaltar a beleza”, diz a empresária Lara Almeida, dona de uma clínica de estética e que trabalha com extensão de cílios faz 6 anos. Além de sua clínica, Lara também fornece alguns produtos necessários para o uso desses cílios, como a cola, o primer e os removedores de cílios. “Nós passamos a desenvolver o nosso material por ser muito complicada a entrada desses produtos no Brasil. Por serem importados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) verifica o material e recolhe. Isso nos prejudicava muito, e foi então que começamos a fabricar nossos produtos”, afirma a empresária, que hoje fornece esses produtos para todo o Brasil.

Cuidados necessários

Procedimento de embelezamento. Foto: Reprodução

 

Antes de investir em um procedimento, é necessário saber os riscos e cuidados necessários, antes e depois de aderir. “Quando a pessoa decide usar extensões de cílios e unhas, ela deve procurar um profissional capacitado que realmente tenha domínio da técnica para que não venha a ocorrer algum dano para a saúde e a estrutura das unhas e em relação aos cílios. Muitas pessoas estão aderindo a esse aumento de cílios e, após a colocação, apresentam uma queda dos cílios naturais e, em casos mais graves, isso pode comprometer algumas funções biológicas do olho”, afirma Bárbara Karen Rodrigues, 32, fisioterapeuta mestre em saúde coletiva, coordenadora e docente da graduação de Estética e Cosmética da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Bárbara ressalta a necessidade desses profissionais e dos salões passarem pela fiscalização de órgãos capacitados para desempenhar essa função. “É necessário que as questões de biossegurança, esterilização e a higienização dos aparelhos utilizados para que não ocorram reações alérgicas nos clientes”.

E em relação aos cuidados após o uso, a coordenadora explica que é necessário um cuidado maior com as unhas naturais. “As unhas naturais mudam a sua estrutura, após o uso das extensões e podem ficar finas e quebradiças, sendo necessário o uso de esmaltes fortalecedores. Tudo isso deve ser advertido pelos profissionais que fazem a aplicação”, adverte.

Para trabalhar com essas extensões, não é necessário se graduar em Estética, atualmente existem vários cursos de curta duração que tornam a pessoa capacitada a desempenhar esse trabalho.

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