Curso debate feminismo na ótica de Simone de Beauvoir

 Por Mabel Freitas

Segundo Juliana Diniz, professora de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), o movimento feminista  pode ser dividido entre antes de Simone e depois de Simone. Durante seu curso, a professora debateu as várias vertentes do pensamento feminista e a influência de  Simone de Beauvoir, filósofa e ativista política, em fases do feminismo e momentos históricos da França desde o século XIX.

O curso, que ocorreu no último sábado (6),  aconteceu no Espaço Cultural O Povo de Cultura e Arte, e foi o recorte de um projeto maior ministrado por Juliana. O evento começou com uma introdução sobre a vida de Simone e suas heranças, desde o seu nascimento coincidir com os primeiros efeitos do movimento feminista, como a conquista do voto e, posteriormente, a sua grande contribuição para a articulação do pensamento feminista. “Simone não foi a pioneira no feminismo, se pensarmos no feminismo como um movimento. Ele começou muito antes da Simone, ainda no século XIX, mas ela tem um grande protagonismo, vai ser responsável pela a articulação conceitual do pensamento feminista”, explica Juliana.

A ministrante Juliana Diniz ao lado de Regina Ribeiro, uma das idealizadoras do evento. Foto: Mabel Freitas

Outro fato destacado sobre a filósofa, foi o seu trabalho com grandes nomes como Jean Paul Sartre, filósofo, escritor e crítico francês, e seus projetos na literatura francesa, como o seu livro mais conhecido, “O Segundo Sexo”, publicado em 1949, que, na época, gerou grande comoção na França e causou contradições entre os próprios adeptos do movimento feminista. Segundo Juliana, Beauvoir passou a refletir sobre os problemas da condição feminina através da análise de sua vida e a vida de outras mulhes. “Existe na trajetória de Simone uma grande coerência entre aquilo que ela propõe como postulado teórico e aquilo que ela vive como experiência de vida”, acrescenta a professora.

Durante a sua fala, Juliana trouxe muitas informações sobre as conquistas do feminismo na França  e curiosidades, como as duras críticas de Simone em relação à psicanálise e sua luta na desconstrução de pensamentos, como o determinismo biológico e o materialismo histórico.

 

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