O direito feminino em pauta

Por Thomás Regueira e Letícia de Medeiros

No dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Por causa da data, o Jornalismo NIC, em parceria com a Rádio NIC, produziu o programa “Em Pauta” sobre feminicídio. O podcast contou com a participação da militante feminista, professora e doutora Ana Paula Rabelo, que desenvolveu o trabalho “Os processos de letramento na transformação identitária de três gerações de mulheres escolarizadas”.

Origem do Dia da Mulher

A origem da data veio no começo do século XX, devido às manifestações tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, nas quais as mulheres reivindicavam melhores condições de trabalho, além de direitos econômicos e sociais. Desde 1975, o dia 8 de março é reconhecido pelas Nações Unidas como uma data para lembrar as conquistas das mulheres e os seus direitos.

De acordo com Rose Marques, do Fórum Cearense de Mulheres, o dia 8 de março é “um dia de luta”, no qual a agenda pública das mulheres é colocada em pauta para a sociedade. É um momento necessário para voltar a atenção da população para os movimentos feministas que lutam pela igualdade social entre os gêneros.  

Feminicídio no Brasil

Apesar de ser uma data celebrada há mais de 40 anos, o Dia da Mulher não garante por si só os direitos femininos. O homicídio de mulheres no estado do Ceará vem aumentando, principalmente entre a faixa etária de 10 a 19 anos. O acréscimo do número entre 2016 e 2018 foi mais de 400%. Segundo Rose Marques, ainda que a Lei Maria da Penha seja uma das mais completas e modernas sobre violência contra a mulher no mundo, sua abrangência somente aborda a violência doméstica e familiar. “A casa está muito longe de ser o único espaço de risco para as mulheres”, assegura.

A página Mídia Ninja disponibilizou informativos que ilustram o feminicídio no país. Confira nas imagens abaixo!

Em consequência disso, o programa “Em pauta” deste mês buscou abordar o conceito de feminicídio, os contextos em que ele pode acontecer, o aumento dos casos no Brasil –  principalmente entre mulheres negras e jovens – e a importância da denúncia em casos de violência. Confira o podcast abaixo!

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