Clube literário resiste à expansão do livro digital

Por Lara Montezuma

A digitalização dos livros é um novo desafio para o mercado literário dos dias atuais. No ano de 2018, grandes livrarias brasileiras tiveram problemas financeiros causados pela falta de vendas. No entanto, ainda há quem resista às mudanças. Incentivados pela paixão por livros impressos, 3 jovens decidiram empreender na febre – já existente em outras áreas – dos kits mensais. Os kits literários oferecem uma experiência inusitada aos seus leitores, que podem se aventurar pelas páginas sem sair do conforto de casa.

Desta vez, uma das maiores apostas desta tendência é o TAG – Experiências Literárias, clube literário que promete oferecer aos seus assinantes uma vivência inédita. Por R$ 55,90 mensais, os seus consumidores são surpreendidos por uma caixa a cada mês. Nela, há um livro indicado por um curador de relevância na literatura nacional, uma revista com informações sobre o autor e a obra escolhida, um box colecionável, um marcador literário e um “mimo”, um objeto que seja relacionado à obra em questão.

A TAG surgiu em julho de 2014, movida pela paixão dos seus 3 fundadores por livros. O projeto foi inspirado no antigo Círculo do Livro, iniciativa que oferecia obras em catálogo na década de 1970 e 1980. O desafio dos jovens foi modernizar esse processo e inovar.  

Experiências surpreendentes

Outro ponto importante da proposta é a ambição de surpreender o leitor. Geralmente, os livros escolhidos tratam de temas não muito corriqueiros e variam tanto na linguagem, quanto no tema.

A estudante de Jornalismo, Ana Luiza Serrão, 19, é assinante da TAG há seis meses. Ela conta que descobriu a iniciativa por acaso e que o melhor da experiência são as novidades que ela encontra. “Eu sempre tinha muita dificuldade em escolher um livro, então como eles me mandam todo mês, eu já acho mais prático”, decorre. A universitária já está no seu sexto livro e afirma que o clube incentiva o acesso à leitura.

O próximo kit terá a curadoria de Djamila Ribeiro, filósofa, feminista, acadêmica brasileira e autora de “Quem tem medo do feminismo negro?” e “Quando me descobri negra”. O seu livro indicado é o romance de estreia de uma das escritoras mais populares dos EUA e a autora é vencedora do prêmio Nobel de Literatura.

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