Psicólogos utilizam as redes sociais como extensão do consultório

Por Mabel Freitas

O aumento do número de acessos à internet tem facilitado as conexões entre os usuários. A proximidade que é permitida nas redes sociais chamou a atenção de psicólogos, que passaram a utilizar esse recurso como um facilitador do seu trabalho. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão no mundo. Devido o alarmante número de casos, muitos profissionais encontram nas redes sociais um forma de aumentar o alcance do que é tratado em clínicas.

A psicóloga Kariliny Martins, formada em Psicologia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), antes utilizava a internet somente para postagens pessoais, mas percebeu que poderia também utilizar a rede para fins de trabalho. “A internet tem um alcance incrível e, através das redes, consigo levar conhecimento para além das quatro paredes do consultório”, garante.

Kariliny usa as plataformas do Instagram e do Youtube para manter uma relação com seus seguidores e pretende expandir ainda mais as suas possibilidades, lançando um minicurso online para todo o Brasil. “A internet quebra fronteiras, reduz espaços geofísicos e tem sido uma aliada para muitos profissionais, mas na psicologia temos que ter cuidados redobrados com as redes. Trabalhamos com o sigilo e devemos preservar toda e qualquer informação dos nossos pacientes”, alerta.   

 

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Carros, buzinas, caminhões, sirenes.. tudo isso certamente faz muito barulho, mas suspeito que o burburinho mental seja o mais difícil de calar e, cá entre nós, muitas vezes nem nos damos conta de quanta energia desperdiçamos ao tagarelar mentalmente. 🍃 Pensar cansa e nem sempre gera emoções tão agradáveis. Assim como nos desenhos animados, vez por outra conseguimos ouvir aquele anjinho ou diabinho em nossas mentes. É comum acreditar que o que nos perturba é a gritaria do que acontece apenas fora, mas a maior conquista é perceber que o silêncio começa primeiro dentro de nós. 🍃 Entenda silêncio aqui como uma conexão íntima consigo, de forma a acolher suas sensações e o momento presente. O barulho exterior nos direciona para fora, mas a quietude nos leva para dentro. 🍃 Então, cada um vai percebendo o seu silêncio – ele não é igual para todos. Ora, se as inquietações de cada um são tão próprias de cada história, por quê o silêncio seria o mesmo para todos? A descoberta da quietude é também a descoberta de si. E olha, você não está sozinha(o). Vamos juntos 🌻 . . #autoconhecimento #autoestima #autoamor #psicologia #psychology #terapiacognitivacomportamental #terapia #façaterapia . Inspiração de texto: revista vida simples

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Um perfil de destaque no Instagram é da psicóloga e escritora Amanda Fitas Fontolam. A profissional compartilha postagens sobre relacionamento, amor próprio e outros assuntos que afetam a saúde mental de um indivíduo. A conta de Amanda já soma 657 mil seguidores e oferece um workshop online.

 

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É libertador quando não precisamos mais esconder os nossos desafios e dilemas. Quando encontramos alguém que não vai simplesmente nos abandonar ao menor sinal de imperfeição. . Nos dias de hoje essas conexões ficaram cada vez mais escassas. Muita gente só quer ficar até a parte do oba oba. Mas a verdade é que ela sempre passa. . O outro não vai ter só histórias felizes e de sucesso para nos contar. O outro não vai ter só seus dias de cabelo arrumado e noites bem dormidas. . Mas enquanto o respeito estiver existindo, os valores estiverem compatíveis e os propósitos estiverem bem alinhados, esses problemas podem ficar muito pequenos. Essa rotina pode não ser ruim como você achou que seria. . Mas será necessário sair do nível infantilizado e superficial de se relacionar. Será necessário avançar alguns capítulos na seriedade. . Aprender a lidar com problemas, se moldar nas complicações. Abraçar bem forte quem te rodeia. Enfrentar a vida. Se entregar ao amor. E entender que com toda certeza, os melhores dias da sua vida são sempre aqueles nos quais você lutou. . Para adquirir ainda mais auto conhecimento, veja as opções disponíveis no link do meu perfil. . Psi Amanda Fitas . Imagem @samueldegois . #reflexao #amor #equilibrio

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Facilidade para os usuários

Gabriela Ferreira, 22, estudante de jornalismo.

Para Gabriela Ferreira, 22, estudante de Jornalismo, essas páginas aproximam as pessoas dos psicólogos, já que nem todos podem ter acesso ao tratamento clínico. “Psicólogos particulares geralmente são caros e as pessoas acabam se informando sobre certos assuntos de maneira errada”, pondera. A estudante ainda acredita na desmistificação da profissão e que esse acompanhamento representa saúde. “Antigamente, as pessoas associavam psicólogos à loucura. Hoje, nós sabemos que não é assim e que no psicólogo nós podemos tratar vários assuntos, como problemas familiares, autoestima, amor próprio e outros dilemas que nem sempre uma conversa com um amigo ou um familiar vai ajudar a resolver.”

Lara Carvalho, 22, estudante de jornalismo.

Uma outra estudante de jornalismo, Lara Carvalho, 22, é acompanhada por um psicólogo e acredita que esses perfis profissionais auxiliam durante o intervalo de suas consultas. “Não preciso esperar até a próxima consulta para debater sobre uma crise de ansiedade ou algo assim. Às vezes, eu entro em um desses perfis e encontro um post sobre algo que eu estou passando”, reflete.

Em uma enquete realizada pelo Jornalismo NIC com 115 pessoas, 71% afirmaram não dispor de acompanhamento psicológico. Em outra enquete, de 113 pessoas questionadas sobre acompanhar perfis de psicólogos, 46% afirmaram seguir as redes sociais de algum profissional. Em outro questionário respondido por 50 pessoas, 36% garantiram seguir algum profissional, mesmo recebendo assistência psicológica.

Cuidados necessários

Rafael Rebouças, 26, psicoterapeuta.

Para o psicoterapeuta Rafael Rebouças, 26, formado em psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e  professor universitário, a utilização das redes sociais pode ser algo positivo, desde que alguns cuidados sejam tomados, tanto pelos pacientes como para os psicólogos. “As redes sociais são uma realidade muito presente na nossa sociedade e muitos psicólogos utilizam as redes sociais para divulgar o seu trabalho, mas isso requer uma normatização e uma legislação do Conselho Federal e Regional. Se bem utilizado, se seguir os parâmetros éticos, as redes sociais podem ser um instrumento terapêutico e de conscientização dos cuidados necessários com a saúde mental”, explica.

Atualmente, a terapia à distância já é permitida, sendo necessário atenção para a regulamentação dos sites e dos profissionais. “É um novo terreno para o cuidado com a saúde mental. Se vem para somar é válido, mas precisa ser constantemente avaliado como isso está sendo desenvolvido”, adverte o profissional.

 

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