Por que algumas coisas são mais fáceis de serem escritas do que ditas?

Por Laís Maia

Sem linearidade, o  livro “Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo” se trata de uma coletânea de 80 cartas pessoais escritas por Maria Ribeiro. A atriz expõe seus sentimentos em relação à vida e às pessoas, recordações da infância, pedidos de desculpas, declarações de amor, desabafos, e conselhos para a Maria do passado.

No início de cada carta, a autora oferece uma música e um filme a cada afeto ou desafeto a quem se destina. Os títulos sugerem seu sentimento em relação ao destinatário ou lembranças que vivenciou com a pessoa. De acordo com Maria, a carta mais importante é destinada à atriz Eliane Giardini, ex mulher de Paulo Betti, ator com quem manteve um casamento de sete anos. No texto, ela confessa uma insegurança em relação à atriz durante seu casamento com Paulo.

Capa do livro “Tudo o que eu sempre quis dizer mas só consegui escrevendo”. Foto: reprodução.

“Mas sabe que eu também fiquei feliz por você? Enfim. Agora eu sou uma mulher. Agora nossos filhos são irmãos. Agora somos todas ex. E você segue cada dia mais foda. Mas eu só queria te contar isso…” (Trecho da carta destinada à Eliane Giardini)

Além disso, Maria aborda questões sociais e políticas. A atriz argumenta sobre assuntos contemporâneos, como a gestão do Brasil e escândalos políticos, dedicando uma carta para o ex-prefeito de São Paulo, João Dória.

Sobre a autora

Formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC), do Rio de Janeiro, e teve notoriedade em sua carreira como atriz. Maria participou de várias  produções audiovisuais, com destaque para o filme “Como nossos pais”, com direção de Lais Bodanzky, pelo qual conquistou o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado. Os longas ‘Tropa de Elite”, “Entre Nós” e “Histórias de amor duram apenas 90 minutos” também estão inclusos na carreira cinematográfica da autora. Em 2013, integrou a  bancada do programa de debates “Saia Justa” da emissora GNT, permanecendo até 2016.

A última participação da atriz em uma novela foi em “Império”, de Aguinaldo Silva. Maria também trabalhou como diretora no curta “Vinte e Cinco”, nos documentários “Domingos”, sobre o escritor Domingos Oliveira, e “Esse é só o começo do fim da nossa vida”, sobre a banda Los Hermanos.

Atualmente, Maria tem um programa de variedades na plataforma Hysteria, assina uma coluna para o jornal O Globo e viaja em turnê com o projeto “Você é o que lê”, junto com Xico Sá e Gregório Duvivier.

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