Equipe cearense se destaca no futebol para cadeirantes

Por Mateus Moura e Victor Hugo Pinheiro

O futebol em cadeira de rodas, também conhecido como Power Soccer, é um esporte pensado para pessoas portadoras de deficiências físicas como tetraplegia, paralisia cerebral e distrofia muscular. É a única modalidade na qual se permite a utilização de cadeiras de rodas motorizadas.

Apesar do Power Soccer ser pouco conhecido no Brasil, o Estado do Ceará tem a única equipe de toda a Região Nordeste. O time cearense Noho Power Soccer surgiu no ano de 2014, após o atleta Tiago Pinto, que foi praticante da modalidade enquanto morava nos Estados Unidos, retornar para Fortaleza e decidir reunir um grupo de pessoas com deficiência para serem integrantes da sua equipe. Um dos grandes idealizadores do projeto é o estadunidense Bill Balles, técnico de futebol para cadeirantes na Califórnia e responsável pela doação de cinco cadeiras motorizadas. A contribuição permitiu que Tiago colocasse em prática o seu objetivo de fundar o Noho.

Regras

Para atender as limitações dos atletas, algumas regras se diferenciam do futebol tradicional, como, por exemplo, o tamanho da bola, o número de atletas e as dimensões da quadra. Essas adaptações, porém, não mudam a competitividade do esporte, tendo em vista que a rotina de treino dos jogadores envolve dedicação e seriedade.

No infográfico abaixo você pode entender melhor as regras do esporte:

Regras do Power Soccer. Infográfico: reprodução.

 

Equipamento

Por ser um esporte adaptado, os equipamentos necessários para a prática fogem do tradicional. É preciso uma cadeira motorizada com footguard e velocidade máxima de 10 km/h.

Confira no vídeo abaixo o funcionamento da cadeira motorizada:

 

Disputa de competições

Após a fundação do Noho Power em 2014, a equipe participou de todas edições do Campeonato Brasileiro de Futebol para Cadeirantes. O torneio é disputado anualmente no Rio de Janeiro, o que possibilita uma maior visibilidade do esporte para a sociedade. Além disso, o torneio estimula os paratletas a competir e tornar a prática esportiva ainda mais prazerosa, independente d o resultado final.

Na edição deste ano, a equipe cearense conseguiu o melhor resultado da sua história ao conquistar o vice-campeonato. Abaixo você pode conferir a trajetória do Noho no Campeonato Brasileiro 2018.

Daiane Santo, 29 anos. Foto: reprodução.

Daiane Santo, 29 anos, cearense e apaixonada por esportes, foi diagnosticada com polineuropatia não especificada, um distúrbio simultâneo de diversos nervos periféricos no organismo, doença que nunca a limitou. Daiana iniciou no basquete, mas se apaixonou mesmo pelo futebol para cadeirantes. Já são 4 anos praticando na Noho Power, rendendo, nos últimos dois anos, convocações para representar a seleção brasileira em torneios continentais.

Ela foi a única mulher convocada pelo Brasil em 2017, no campeonato Sul Americano, realizado no Rio de Janeiro, além de ser a capitã do time. Mais confiante e preparada, Daiane se diz pronta para a competição de 2018, que acontecerá no Uruguai. “Para mim foi bom pela experiência. Esse ano estou mais preparada e um pouco ansiosa por ser em outro país, nunca saí do Brasil”, relata.

 

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