Uma evolução fraudulenta

Por Clara Studart e Matheus Miranda

Talvez você não conheça o termo, mas você deve conhecer pessoas que já caíram em golpes por meio de mensagens de celular, e mails ou sites não confiáveis. Isso é o Phishing.

Segundo pesquisa divulgada em 2018, pela empresa de segurança, Kaspersky Lab, no Brasil, mais de 30% dos usuários da internet já foram vítimas desse tipo de golpe. A empresa russa de segurança, no ano de 2017, bloqueou mais de 107 milhões de tentativas de aplicação da fraude, sendo 35,7% desses ataques relacionados a serviços financeiros.

No Brasil, o ataque Phishing está enquadrado na Lei 12.737/2012 do Código Penal, também conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”, criada em 2012. Em casos de invasão de dispositivos tecnológicos (computadores, tablets, notebooks, celulares, entre outros), criação de programas de violação de dados ou divulgação de informação que foram obtidas por meio de ação fraudulenta, as penas para esses crimes podem variar entre três meses e dois anos de reclusão.

Os principais tipos de golpes Phishing. Infográfico: reprodução.

Histórico dos ataques cibernéticos

O primeiro ataque Phishing foi documentado pelo grupo de tecnología Hewlett-Packard  Internacional, em 1987, ou seja, dois anos após o surgimento da internet, em 1985. Porém, somente em 1995, o Phishing foi enquadrado como cibercrime, com o lançamento da ferramenta de hacking, AOHell. De 1995 até hoje, já são 23 anos de atividades fraudulentas, usando a técnica do Phishing.

Os ataques Phishing na prática

O Brasil é o país que mais sofre com ataques Phishing, segundo pesquisa da Empresa de Segurança Russa, Kaspersky Lab. Os dados foram divulgados em 2018 e mostram que as principais tentativas de golpe tem como objetivo roubar credenciais e acessos bancários. Ainda segundo a pesquisa, o Brasil está na frente de países como China, Geórgia e Rússia.

Karen Crisostomo, 23, é psicóloga, mora em Fortaleza e já foi vítima de ataque Phishing. A jovem teve seu cartão de crédito clonado após uma tentativa de compra pela internet em um site de viagem. Ela percebeu algo estranho quando viu, na fatura do cartão de crédito, uma loja de eletrodomésticos com uma compra no valor de mil reais. Depois disso, a empresa do cartão foi notificada do ocorrido e o fato foi identificado como um ataque Phishing. Karen Crisostomo não levou o caso à justiça.

Para o advogado Cazuza Siebra, para evitar o crescimento dos crimes do tipo Phishing, é possível que a população tome alguns cuidados. No caso de compras online, o consumidor deve de se certificar se o site que está utilizando é seguro e desconfiar de emails que prometem promoções fora do comum. Medidas como essas, aumentam a segurança na internet.

Dicas para não cair no golpe. Infográfico: reprodução.

 

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