Novo método utiliza cães para realizar tratamentos em pequenos pacientes

Por Karolina Maia e Rhaniel Lênin

De acordo com um estudo feito pela Universidade de Goldsmiths, em Londres, os cães têm empatia por pessoas e impulso de ajudar aqueles que precisam. É, por isso, que eles são conhecidos por serem os melhores amigos do homem. Os cachorros estão ajudando pessoas de diversas faixas etárias, principalmente crianças, que possuem alguma doença cognitiva ou que estão passando por um momento difícil. Assim, nasceu a zooterapia, que conta com a ajuda de animais para fins terapêuticos. Diante disso, é importante saber que existem alguns tipos de terapia e se diferem umas das outras, como a Terapia Assistida por Animais (TAA), a Atividade Assistida por Animais (AAA) e a Educação Assistida por Animais (EAA).

Para entender melhor o que cada terapia oferta, Gisele Mesquita, psicóloga e diretora do Instituto Cão Vida Lui, instituição responsável  em Fortaleza por essas atividades, explica a diferença de cada uma delas. “Na Terapia Assistida por Animais você irá ter o paciente e o planejamento da sessão desse paciente, é algo contínuo, você irá programar conforme a necessidade do paciente. Já a Atividade Assistida por Animais não é obrigatório que ela seja seguida, eu posso fazer uma atividade pontual em uma empresa, em um hospital, por exemplo, além de os pacientes não se repetirem. A Educação Assistida por Animais é quando se utiliza o cão em atividades voltadas para a educação, como rodas de leituras”, esclarece Mesquita.

A Terapia Assistida por Animais (TAA) é bastante tratada, de acordo com a diretora, principalmente para crianças que têm algum tipo de deficiência cognitiva. Para crianças com espectro autista, por exemplo, aquelas com dificuldades em se socializar, se torna essencial a utilização do cachorro como ferramenta para o tratamento.

Instituto Cão Vida Lui traz alegria para pequenos pacientes

Cão terapeuta do Instituto Cão Vida Lui. Foto: reprodução.

O Instituto Cão Vida Lui, em parceria com o Hospital Regional Unimed, criou um projeto para que os cachorros visitem os pequenos pacientes que estão internados no local. Intitulado de Pet Amigo, a ação acontece no próprio hospital todas as terças-feiras, na ala da pediatria. A visita dos amigos de quatro patas dura cerca de 1h30min e conta com dois à três cachorros da raça Golden Retriever, conhecidos por sua doçura e obediência. A coordenadora de Psicologia Hospitalar da Unimed e também organizadora do projeto, Roberta Cristina, fala da importância e da melhora nos quadros a partir do momento em que as crianças passaram a receber essas visitas. “O hospital é um local bastante aversivo, é um local de estresse, com procedimentos dolorosos, na maioria das vezes, muito invasivo, então as crianças que estão no hospital passam a ficar agressivas, choram muito. Esse projeto veio para desconstruir um pouco dessa realidade hospitalar. A gente observa que, nessa interação, as crianças ficam menos ansiosas, mais tranquilas em relação ao tratamento. Esse momento de humanização do tratamento é para justamente trabalhar esse processo que é tão doloroso na maioria das vezes para elas”, afirma Roberta.

Conclui que as crianças, ao chegar ao hospital, ficam estressadas, pois é um ambiente novo para elas. Então, os cães e os projetos de humanização vêm para romper essa estrutura e fazer com que os pequenos se sintam acolhidos, se sintam descontraídos. Após essas intervenções, as crianças aderem melhor ao tratamento ao qual foram submetidas.

Isabel*, uma das crianças que adora a visita do Pet Amigo, está internada desde o dia  12 de outubro, com quadro de encefalite viral. Sua mãe, Raulivana Bezerra, comentou como a sua filha melhorou e ficou alegre durante todo esse tempo em que a pequena esteve internada. “O ambiente hospitalar, para uma criança de dois anos, é um pouco massacrante, então, [o cão] ajuda a dar uma espairecida. Passa um pouco de alegria, né? Quando ela viu, ela já se alegrou. Foi um momento muito especial, desde o dia que eu estou aqui. Foi um momento muito feliz, porque a gente passou por muita coisa, muita coisa triste, mas tá melhorando”, garante a mãe da menina.

Colaboradores do Instituto

Gabriel Bezerra, psicólogo e voluntário do projeto Pet Amigo. Foto: reprodução.

Gabriel Bezerra, um dos psicólogos e voluntários do projeto Pet Amigo, explica como começou a ação e qual o treinamento que os cães recebem. “O projeto começou há três anos. Os cães são socializados desde filhotes com crianças, com adultos e com objetos hospitalares. O mais importante do cão terapeuta é que ele seja um cão dócil e bem socializado com todo ambiente hospitalar”, diz Gabriel. Outra questão importante é a maneira de como os cães são higienizados para poderem entrar no hospital e fazer as visitas. O psicólogo chama atenção para uma preocupação especial com as patas, ouvidos e dentição. Além disso, os cães tomam banho, sempre, no dia em que eles vão para o hospital.

EQUOTERAPIA

Você sabia que, além dos cachorros, que são os animais mais comuns usados para fins terapêuticos, existem outros bichinhos que ajudam em diversos tratamentos? Isso mesmo! A equoterapia, por exemplo, utiliza cavalos como ferramenta para a terapia assistida por animais. De acordo com a Associação Nacional de Equoterapia (Ande), a interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima, podendo cuidar de pacientes que possuem alguma deficiência física ou psicológica. A Cavalaria da Polícia Militar do Ceará e o Centro Hípico e Equoterapia Chambord são responsáveis por esse belo trabalho em Fortaleza.

 

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