Inseridos em outro mundo

Por Sarah Esmeraldo e Yasmim Rodrigues

No planeta existem cerca de 7 bilhões de pessoas e cada uma está inserida em um aspecto cultural distinto. É comum a sensação de estranhamento quando pessoas que enxergam o mundo de uma forma diferente se encontram. Ao sair de seu país de origem, são encontrados diversos costumes particulares e, muitas vezes, tais hábitos podem ser obstáculos para a adaptação.

Nesse contexto de intercâmbio encontram-se jovens como Stella Steak, 18, que nasceu na Alemanha e visitou o Brasil por um tempo. “A recepção carinhosa no aeroporto marcou meu dia e a temperatura me surpreendeu muito, mesmo sabendo que seria quente”, lembra sua primeira impressão. De acordo com a estudante, os hábitos mais diferentes de sua cultura estão relacionados às formas de interação com outras pessoas. “Cumprimentar as pessoas com abraços foi um hábito difícil de se adaptar”, garante.

Stella Steak, 18. Foto: reprodução.

A jovem afirma que, a maior diferença entre a Alemanha e o Brasil, é a percepção da linha que separa as pessoas ricas das pobres, algo que no Brasil é marcante. Além disso, Steak afirma  que a dificuldade na mobilidade, em razão da distância e do transporte no Brasil, a fizeram sentir falta de casa. “Senti falta do fácil tráfego Norte-Sul e das pequenas distâncias entre uma cidade e outra”, acrescenta.

Outro caso é Beatriz Maia, 18, brasileira que mudou-se para a Flórida para estudar. A jovem explica que sua atração pelos Estados Unidos foi a segurança pública. “Não preciso sair de casa com medo de assaltos”, explica. O conhecido calor humano brasileiro foi um hábito difícil de perder. “Respeitar o espaço do outro foi o hábito mais difícil de me acostumar, pois é algo levado a sério e pode ser considerado falta de respeito. Eles não gostam de ‘interferir na sua vida’, é o que mais eu sinto falta”, reflete.

Para a estudante brasileira e descendente de alemães Laura Schwermann, 18, que recentemente fez intercâmbio na Inglaterra e passou um tempo visitando familiares na Alemanha, o choque cultural entre os países que conheceu é grande. “O aspecto múltiplo e diverso da população e a sensação de pertencimento foi o que mais me impressionou”, assegura.

Laura Schwermann, 18, durante intercâmbio. Foto: reprodução.

A estudante também revela ter sofrido para se adaptar com os hábitos alimentares britânicos. “Quando dizem que a comida britânica é ruim, é verdade, ainda mais quando você vem de um país que tem a comida bem temperada. É uma questão de costume”, enfatiza.

Durante seu intercâmbio na Inglaterra, Schwermann teve contato com outras culturas e sofreu com o machismo de professores nativos e colegas iranianos. “Soube de piadas sobre o estereótipo brasileiro feitas pelo professor. Um dia, colegas do Irã ficaram nitidamente incomodados porque eu havia dito que não sabia cozinhar e, segundo eles, isso era um absurdo, pois era meu papel como mulher”, desabafa.

Laura Schwermann sente saudade dos diversos museus e parques que existem em Londres, isso diversificava seus passeios e tais características fazem falta no Brasil. “O múltiplo acesso cultural é o que mais faz falta. Aprendi a respeitar as demais culturas e você tem que estar sempre preparado para as diferentes realidades”, destaca.

 

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