Dezembro Vermelho reforça a prevenção contra a AIDS

Por Mabel Freitas

O mês de dezembro é dedicado à campanha de conscientização e prevenção dos riscos das doenças sexualmente transmissíveis, o Dezembro Vermelho. O dia 1° de dezembro marca o Dia Mundial da Luta contra a AIDS e, neste ano, celebra 30 anos de existência. Na comemoração, o Ministério da Saúde organizou um mosaico formado por várias colchas com mensagens de apoio impressas, que cobriram a Esplanada dos Ministérios. Essa era uma prática utilizada para relembrar as vítimas da AIDS na década de 1980.

O número de detecção de pessoas com AIDS no Brasil diminuiu 16% nos últimos seis anos, de acordo com a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e divulgada no Boletim Epidemiológico, em novembro deste ano. Apesar da diminuição, o número de soropositivos ainda é alto e requer cuidados. Foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan),  247.795 casos de infecção pelo HIV no Brasil, de 2007 até junho de 2018.

Marina Lobo, professora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), acredita na importância das vacinas e do acompanhamento médico no tratamento desses pacientes. “Até o momento, não há previsões para uma cura. A terapia antirretroviral (ART), no entanto, pode prolongar significativamente a vida de muitas pessoas infectadas pelo HIV e diminuir as chances de transmissão da doença”, afirma.

Para a professora, as campanhas e o fácil acesso à informação atuais esclarecem dúvidas acerca da doença. O uso dos medicamentos é fundamental para manter uma vida saudável. “Os níveis virais vão decrescendo ao longo dos meses para níveis indetectáveis, recuperando o sistema imunológico”, explica.

30 anos de luta

O Dia Mundial da Luta contra a AIDS foi instituído em 27 de outubro de 1988, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial de Saúde. Cinco anos antes dessa data, quando o vírus HIV foi descoberto, mais de 30 mil pessoas foram a óbito, segundo o Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais.

Desde a descoberta, os portadores do vírus conquistaram uma maior estabilidade de vida, devido aos avanços científicos e ao fortalecimento das ações do Ministério da Saúde. Francisco Pedrosa, presidente do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB),  grupo de portadores de HIV/AIDS, acompanha de perto a luta contra a doença e destaca as conquistas dos soropositivos longo desses 30 anos. “Entre as mudanças que ajudaram a melhorar a qualidade de vida dos soropositivos, foi o fornecimento dos medicamentos antiretrovirais, que passaram a ser entregues gratuitamente pelo SUS, em 1996. O surgimento de ONG’s e grupos de apoio foi de grande suporte para as pessoas que enfrentam essa situação, a redução de preços dos medicamentos e as mudanças no atendimento do SUS”, acrescenta.

Infográfico: Mabel Freitas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

css.php