Ilha para Gatos: uma alternativa de cuidado

Por Ariadna Medeiros

Com o problema de abandono de gatos no campus da Universidade de Fortaleza (Unifor), o curso de Medicina Veterinária iniciou o projeto da Ilha de Alimentação para Gatos a fim de resolver o problema dos animais. A coordenadora do curso, Marília Taumaturgo, 55, conta que a idéia de um local específico para os animais veio após tomar conhecimento de outro projeto semelhante realizado em um campus universitário. Também motivada pela constante presença dos gatos nos locais de alimentação dos alunos, a professora acredita que o projeto ajuda a manter um ambiente mais saudável e seguro para todos. “A idéia surgiu de uma necessidade de promover alguma ação educativa para começar a trabalhar a relação com os animais”, relembra.

Professora Marília Taumaturgo avaliando os filhotes. Foto: Ariadna Medeiros.

O projeto foi pensado para criar cinco ilhas ao redor do campus. Inicialmente   apenas uma foi construída, por conta dos custos. O local foi projetado nos fundos do campo, perto da lagoa. Marília Taumaturgo explica que, para o funcionamento da ilha, é fundamental “a parceria da comunidade acadêmica”. Os interessados podem fazer doação de ração para os gatos no próprio local. O intuito do projeto é manter os animais seguros de maus tratos e tirá-los dos blocos de aula, onde circula muita gente, para ficarem em um local seguro e apropriado, com água e comida à vontade.

Após serem levados para a ilha, os gatos recebem alguns cuidados básicos para que possam ser encaminhados para adoção responsável. Esse processo só pode ser realizado mediante assinatura de um termo de responsabilidade e comprometimento com o cuidado do animal.

Efeitos positivos

Entrada da Ilha de Alimentação dos Gatos. Foto: Ariadna Medeiros.

O projeto é um paliativo para controlar a quantidade de animais espalhados e, muitas vezes, abandonados dentro do campus. “Eles não vão morar lá, porque a gente quer levar esses animais para adoção”, reforça a coordenadora.  As diferenças pelo campus já estão sendo sentidas. “Eu percebi que agora eles [os gatos] vem bem menos aqui. Sempre tinha [rondando por aqui] dois ou três gatos, mas agora diminuiu mesmo”, comenta Marlene Miguel, 33, atendente de caixa de uma lanchonete próxima ao bloco Q.

Dez alunos são responsáveis pela ilha – são alunos de veterinária na Unifor que comprovaram ter  um perfil responsável, além de estar com todas as vacinas necessárias em dia. Vale ressaltar que os alunos têm o acompanhamento de um professor para realização das atividades, a própria coordenadora do curso é uma dessas professoras orientadoras. Mariana Braz, 22, estudante de veterinária está participando do projeto e conta que “além de ajudar a garantir a saúde animal, o projeto também afeta diretamente na saúde dos que frequentam o campus, como a prevenção de zoonoses e afastando os gatos das áreas de alimentação de pessoas”.

 

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