Bancos de leite materno promovem saúde no Instituto da Primeira Infância

por Alexandre Bessa e Carolina Melo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação é a melhor maneira de garantir os nutrientes necessários para os bebês recém-nascidos até os seis meses de vida. Depois disso, é recomendado que a mãe continue com o hábito de amamentar até os dois anos de idade, porém, adicionando outros alimentos nutritivos na rotina da criança. No entanto, muitas vezes as mães não têm condições de cuidar dos seus filhos após o parto. Vítimas da pobreza ou do abandono, estas crianças acabam subnutridas. Se torna, então, necessário recorrer aos bancos de leite – locais de armazenamento e doação de leite materno – para que possam ser utilizados por aqueles que necessitam, como as crianças recém-nascidas com baixo nível de nutrientes.

Todos os anos são coletados, processados e distribuídos aproximadamente 150 mil litros de leite humano a recém-nascidos de baixo peso em todo o Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. No Ceará, 14 unidades de saúde têm posto de coleta do leite materno, sendo nove em Fortaleza e cinco no interior do Estado. Nos locais, as mães podem tirar dúvidas, receber auxílio para a amamentação e doar leite excedente. As unidades são conveniadas aos bancos de leite do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital Geral Dr. César Cals e Hospital e Maternidade Escola de Assis Chateaubriand (MEAC).

Na opinião da pediatra Camila Nunes Guerra, 33, a amamentação, além de ser uma demonstração de afeto da mãe para com o filho, também é um ato de relevância social. A profissional explica que estudos recentes comprovaram que os bebês amamentados por suas progenitoras têm menos chances de desenvolverem distúrbios psicológicos quando adultos. Ela trabalha no IPREDE (Instituto da Primeira Infância), uma sociedade civil sem fins lucrativos que existe há 32 anos e dedica-se a promover a nutrição e o desenvolvimento na primeira infância.

O IPREDE é uma sociedade civil sem fins lucrativos que existe há 32 anos e dedica-se a promover a nutrição e o desenvolvimento na primeira infância. Foto: Iara Pereira

Atendimento diário

O instituto também articula-se com ações que visam o fortalecimento das mulheres e a inclusão social de famílias que vivem em situação de exclusão e pobreza. Através de doações, o IPREDE garante o atendimento diário a cerca de 900 famílias em situação de risco, integrando-os à sociedade e promovendo sua cidadania.

“Cada mãe possui um tipo de leite específico para seu bebê. Um outro tipo diferente de leite materno nunca será tão bom para aquele recém-nascido quanto o de sua própria progenitora. A amamentação é uma prova de contato e afeto da mãe para o bebê. Ela estimula a criação de anticorpos e também traz vantagens para a saúde da mãe”, explica a médica. Uma das preocupações do IPREDE é o estoque de leite. Hoje, eles estão com quantidade suficiente para atender as famílias por apenas um mês e meio. De acordo com a administração do local, 450 latas de leite e 15 toneladas de alimentos são consumidas por dia.

O instituto também articula-se com ações que visam o fortalecimento e a inclusão social de famílias. Foto: Reprodução.

Para Elizandra de Oliveira Lopes, 26, o Instituto da Primeira Infância é um ótimo lugar para levar as crianças que necessitam de cuidados e todos são tratados com  respeito. Ela é tia do pequeno Davi, 11, que necessitou do banco de leite da instituição quando era mais novo. “Não tenho o que reclamar de lá. Os médicos são atenciosos e todos os profissionais do local nos trataram com carinho. Haviam refeições para as crianças e para os pais que as acompanhavam. É realmente um ótimo ambiente”, afirma.

Além da possibilidade de disponibilizar alimento para os bebês no banco de leite materno, o instituto também oferece atividades recreativas para as crianças. “Meu sobrinho costumava passar por médicos diferentes para ter uma avaliação completa de sua situação. O  atendimento é rápido, com brincadeiras e exercícios de desenho, para que as crianças permaneçam entretidas enquanto esperam”, completa Elizandra.

Serviço:
IPREDE
Endereço: Rua Professor Carlos Lobo, 15 – Cidades dos Funcionários, Fortaleza-CE.
Telefone: (85) 3218-4000
E-mail: iprede@iprede.org.br

 

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