Instituto da Primeira Infância busca auxiliar o desenvolvimento infantil

Por Gabriel Lopes e Isabel Freitas

Os primeiros anos de uma criança são determinantes para o resto de sua vida, sendo a primeira infância – período do nascimento aos seis anos de idade – fundamental no estabelecimento da arquitetura básica do cérebro humano. De acordo com o artigo “Desenvolvimento cerebral inicial e desenvolvimento humano”, escrito por J. Fraser Mustard, um bom acompanhamento durante a infância cria uma base sólida e evita problemas futuros para a família e a criança. O IPREDE – Instituto da Primeira Infância, acompanha a criança desde os seus primeiros meses de vida com  a finalidade de instruir sua família com os cuidados necessários para a vida da criança.

Visando oferecer auxílio nas dificuldades que um recém-nascido e sua família podem sofrer após o nascimento para mantê-lo nas condições adequadas, o IPREDE disponibiliza diversas ações aos mais necessitados. A instituição tem como principais objetivos promover o crescimento saudável das crianças em estado de desnutrição, promover o desenvolvimento infantil, enriquecer o vínculo materno através de ações mediadas, dentre outros. Além disso, a instituição contribui para a garantia dos direitos sociais das crianças, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, e desenvolve investigações nas áreas de conhecimento do desenvolvimento na primeira infância.

O IPREDE traz uma proposta de apoio à família e à comunidade. Foto: Iara Pereira.

O acompanhamento do IPREDE também é voltado à mulher, através do Programa de Atenção à Mulher; à criança, por meio do Programa de Desenvolvimento na Primeira Infância; e à família e comunidade como um todo, com o Programa de Assistência Psicossocial.

Para se manter saudável financeiramente, o instituto conta basicamente com três tipos de receitas, sendo elas: Sistema Único de Saúde (SUS), doações – via ENEL, telemarketing próprio, cupom fiscal e doações voluntárias) e projetos pontuais. A instituição – que migrou do cuidado exclusivo com a criança no início de sua trajetória para todo o seio familiar – também firma várias parcerias que possam investir em causas semelhantes às do IPREDE.

Apesar disso, desde 2014 o IPREDE vem sofrendo com a falta de recursos, que acaba gerando carências na estrutura do instituto. O administrador financeiro do instituto, André Rosado, 39, elenca os principais pontos que necessitam de melhorias urgentes. “Em tecnologia, na criação de um sistema que tenha todos os dados de atendimento de nossas crianças e familiares. Na criação de um prontuário eletrônico que consiga extrair os dados dos atendimentos com mais eficiência e que, com isso, possamos estudar com mais rapidez os indicadores e evolução das nossas crianças. Também na implantação do sistema financeiro que já iniciamos mesmo de forma lenta. E na nossa logística”, avalia.

Infográfico: Gabriel Lopes e Isabel Freitas.

 

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