PAP oferece apoio psicológico a alunos e funcionários

Por Carolina Melo

No mundo atual, é muito comum encontrar jovens enfrentando doenças de caráter psicológico. Transtornos de ansiedade e depressão são algumas das doenças mais comuns e podem levar a uma situação como o suicídio. Foi registrado um aumento de 73% da taxa de suicídio no Brasil, entre 2000 e 2016, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Dentro dessa realidade, com o intuito de combater o suicídio, o mês de setembro foi escolhido como o mês da campanha de prevenção, denominada de Setembro Amarelo. Neste período acontecem palestras realizados por órgãos públicos ou privados, e movimentações nas redes sociais para chamar a atenção para o assunto.

Questões emocionais merecem uma atenção primordial. Segundo Wneivton Barbosa,  psicólogo e psicanalista que atende no Programa de Apoio Psicopedagógico (PAP), a atitude de procurar um profissional especializado para uma terapia ainda é visto com maus olhos, como sinônimo de uma “doença grave”. Este preconceito contribui para muitos jovens ignorarem seus problemas internos e adiarem o tratamento.

A conversa direta com um profissional é essencial e um atendimento psicológico acessível é importante para auxiliar aqueles que precisam. O PAP tem essa finalidade na Universidade de Fortaleza (Unifor). Ele presta auxílio em questões de acessibilidade para deficientes físicos na universidade e atendimento psicológico aos alunos e funcionários da instituição. Wneivton Barbosa e Terezinha Joca são os psicólogos graduados que atendem no local, os outros que participam do atendimento são concludentes do curso de Psicologia.

Wneivton Barbosa, psicólogo e psicanalista. Foto: Carolina Melo.

Barbosa conta que, um dos motivos que o incentivaram a começar seus serviços psicológicos no PAP, foram os comentários dos alunos que estavam tendo dificuldades nos estudos  “Os alunos não vinham necessariamente com o pedido: ‘Eu quero um atendimento psicológico’. Eles partilhavam outros problemas emocionais que os impediam de ter um bom rendimento nos estudos e foi percebida a necessidade”, explica.

Em alguns alunos é diagnosticado a necessidade de terapia logo na primeira sessão. Estes são encaminhados para o Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), também pertencente à Unifor. “Se a pessoa tiver uma condição financeira de arcar [com os custos do atendimento], a gente indica uma clínica particular. Mas, se a pessoa não tiver, indicamos o NAMI, onde o atendimento é feito pelos estudantes de psicologia que estão nos últimos semestres do curso. Este atendimento é supervisionado pelos professores”, explica o psicólogo.

Experiência

Isabel Freitas, 19, graduanda em Jornalismo, conta que decidiu procurar o PAP por indicações de amigas que a informaram da realização do atendimento psicológico. “O tipo de acompanhamento que eles fazem é uma mistura de analítico com psicanálise, em minha opinião. Eles dão espaço para vocè se abrir sobre o que aconteceu, como você se sente sobre determinado assunto e te fazem refletir. É bastante direcionado ao autoconhecimento”. Ela diz que pretende continuar com as sessões.

 

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