Estudante de Jornalismo da Unifor vence na Expocom

Por Letícia de Medeiros

A premiação da XXV Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) aconteceu nos dias 5, 6 e 7 de setembro e recebeu trabalhos da área de comunicação de todo o Brasil. Entre os vencedores de cada categoria, Fernanda de Façanha, 23, formada em Jornalismo na Unifor, ganhou o prêmio de melhor produto na modalidade Livro-reportagem (avulso) pelo trabalho intitulado “Ruas e Cores: o grafite como arte viva na cidade”. O livro é fruto do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) orientado pela jornalista e coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, professora Alessandra Oliveira.

O livro “Ruas e Cores” foi considerado o melhor livro-reportagem da Expocom Nacional. Foto: Iara Pereira

evento ocorre todo ano durante a programação do Congresso Brasileiro de Ciência da Comunicação, este ano na sua 41a. edição e que foi realizado em Joinville (a 180 km. da capital de Santa Catarina). A premiação ocorre em duas etapas, uma regional e de outra nacional. A estudante venceu nas duas com uma reportagem em formato de livro que aborda a temática do grafismo nos muros da cidade. Para falar do prêmio, o Jornalismo NIC entrevistou Fernanda de Façanha.

Jornalismo NIC: O que levou você a escrever sobre o grafite?

Fernanda de Façanha: Tudo começou quando eu fiz um intercâmbio acadêmico para Porto, em Portugal. Lá, eu comecei a fotografar muitas coisas. Uma dessas foi o grafite. Assim, comecei a perceber que era algo que eu gostava. Quando cheguei em Fortaleza, comecei a pesquisar sobre com o grupo de pesquisa Jornalismo Urbano e Comunicacionais (JUCOM), coordenado pela professora Alessandra Oliveira, que foi minha orientadora no meu TCC. Toda a minha vontade de estudar sobre o grafite se iniciou pelas fotografias de viagem em Porto e em outros locais da Europa. Depois, veio para o Brasil no Beco do Batman (São Paulo). Assim, eu vi que precisava estudar o grafite, fotografá-lo por Fortaleza e estudar sobre ele, e foi quando nasceu o livro.

JN: Conhecendo os níveis de insegurança pública na cidade, como foi ter que se deslocar para vários locais em Fortaleza para fotografar o grafite?

FF: A gente tem muito essa visão de que lá fora tudo é mais seguro. Não vou mentir que comparado com Fortaleza, é mais seguro, mas lá eu também passei por algumas situações até piores do que as daqui. Aqui, consegui fazer esse trabalho até melhor do que lá, fui para rua com a câmera na bolsa e, por onde eu ia, estava fotografando. Fui no Centro da cidade, no Serviluz e no Mondubim, inclusive a capa do livro foi de uma das artes do Mondubim. Tive que andar bastante pela cidade para ver esses Grafites, se existiam ou não, porque alguns foram feitos há muito tempo e não existem mais. Nessas situações, eu peguei fotos antigas, fui aos locais para ver como eram, se eu podia fotografar, se era tranquilo ir sozinha de ônibus ou precisava ir acompanhada.

JN: O que esse prêmio representa para você?

FF: Ele representa não só a minha trajetória na Unifor, mas como a universidade e o curso de Jornalismo têm capacidade para nos fazer ir longe. A Unifor foi o meu impulso. Foi muito trabalho, fiz o livro em três meses, mas graças a ele não só ganhei um prêmio na Expocom, como passei para o meu mestrado em Comunicação. Então, ele me deu muitos frutos que foram além. O prêmio não é só meu. Preciso dizer que teve a co-autoria da Ravelle Gadelha, que diagramou todo o livro e deu toda a cara de urbano, e ficou lindo, como eu quis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

css.php