School Survivor combate bullying com jogo em 2D

Por Mateus Moura

“O objetivo da produção desse jogo é tratar a questão do bullying que ocorre nas escolas do país”, explica Edilson Chaves, 25, representante cearense na competição realizada pela Game Jam Plus. Chaves e seu companheiro de desenvolvimento, Saul Rodrigues, viram a oportunidade de, através do jogo, abordar um tema pouco explorado nos videogames. A disputa reúne desenvolvedores de games com o intuito de criarem e formarem equipes. O concurso se divide em etapas de seleção, os dois finalistas de cada regional representam seus estados em um evento presencial, no Rio de Janeiro, e concorrem a prêmios que chegam a 10 mil reais.

Entenda o funcionamento da seleção da Game Jam Plus:

Infográfico: Divulgação/Game Jam Plus.

O jogo produzido por Chaves e Rodrigues é ambientado dentro de uma escola, onde a prática de bullying começou a propagar. “O bullying está em bastante evidência nos noticiários e, por isso, achamos que seria algo interessante de ser apresentado. Não encontramos muitos jogos tratando sobre o assunto e vimos a oportunidade de mostrar como seria uma escola onde as atividades de bullying dominam o ambiente”, relata.

Uma pesquisa realizada pelas Organização das Nações Unidas (ONU) com 100 mil crianças e jovens de 18 países, em 2017, mostrou que metade deles já sofreu algum tipo de bullying por sua aparência física, gênero, orientação sexual e etnia. No Brasil, a porcentagem é de 43%, taxa próxima a de outros países da América do Sul como Argentina (47%), Colômbia (43,5%), Chile (33,2%) e Uruguai (36,7%).

School Survivor

Carlos, protagonista do jogo. Foto: reprodução.

A príncipio, Carlos, o protagonista do jogo, seria apresentado como uma vítima de intimidação, causada pelos estudantes. A ideia acabou sendo modificada e Carlos se tornou um herói que combate o pensamento do bullying. “Resolvemos pôr o Carlos como um herói que iria acabar com o ‘mal da raiz’, que seria o pensamento do bullying. O jogo terão monstros que representarão tipos de bullying, que são mais comuns nas escolas. Carlos não vai praticar nenhum tipo de violência. No máximo ele se esquivará ou, em alguns casos, poderá atordoar os inimigos”, esclarece.

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