Museu itinerante traz a história do videogame à Fortaleza

Por Layo Lucena

O Museu do Videogame Itinerante mostra a trajetória e a evolução do videogame, reunindo 46 anos de história em uma exposição itinerante, que percorre o Brasil desde 2014. Fundada em 2011, em Campo Grande (MS), pelo jornalista e curador Cleidson Lima, 45, o evento já passou por 15 estados brasileiros e, atualmente, está em Fortaleza até 9 de setembro, no shopping RioMar Fortaleza. No shopping RioMar Kennedy, a agenda é de 14 a 29 de setembro, e o acesso para ambos é gratuito.

“Incrível, tenho 32 anos e já joguei muito desses videogames. Esse museu é como voltar à minha infância”, afirma Bruno Rodrigues, 32, marinheiro mercante, que visitou o museu pela primeira vez. De acordo com ele, o evento traz a oportunidade da nova geração conhecer e ter a sensação de jogar em um dos vários videogames disponíveis no evento.

Espaço para os visitantes jogarem em diversos videogames. Foto: Layo Lucena.

“Interessante o objetivo do museu de reunir a história do videogame”, diz Marcelo Arryadis, 40, engenheiro, que visitou o museu com sua família. De acordo com ele, o evento traz a oportunidade de apresentar os antigos videogames para seus filhos e família. “O museu resgata a nostalgia da minha infância”, relata Pedro César, 33, geólogo. “Vejo esses videogames e lembro, que quando criança, possuí alguns, como o Master System e o Nintendo”, acrescenta. Segundo ele, o museu também é uma oportunidade de relembrar um pouco da infância de todos.

Criação do museu

“Coleciono videogames há 20 anos e, em um belo dia, houve uma discussão com minha esposa. Então, tive que escolher: ou transformaria a coleção em um museu para tirar da minha casa, ou eu e meus videogames iríamos para fora. Desde então, o museu do videogame saiu de casa e, em 2015, passou a viajar pelo Brasil”, explica Cleidson Lima. O desentendimento acabou resultando na criação de um dos museus mais visitados do país, com 5 milhões de visitantes ao ano, segundo o site oficial do Museu do Videogame. “A exposição chega com o objetivo de resgatar a história dos videogames nos últimos anos, por meio de mais de 300 consoles de todas as gerações”, acrescenta.

Magnavox Odyssey, primeiro videogame produzido. Foto: Layo Lucena.

“O principal desafio do Museu do Videogame Itinerante é a logística. Como nosso país é muito grande, muitas vezes o deslocamento em tempo hábil para vários estados do Brasil é bem complicado”, declara Lima. Apesar das dificuldades, o museu foi eleito pelo Ministério da Cultura como museu mais criativo do país, em 2014. Logo depois, em 2016, representou o Brasil no maior encontro mundial de museus na França.

Em fevereiro de 2018, mais de 160 mil pessoas visitaram a exposição em Campo Grande, que contou com apoio da PlayStation Brasil, Intel, Ubisoft, Oi e Kingston, empresas internacionais especializadas em tecnologia, conta o curador. “Nossa intenção é levar o Museu do Videogame Itinerante para uma turnê em alguns países da Europa”, diz Cleidson. Lima Segundo ele, a exposição espera uma cooperação com alguns museus de Portugal, Espanha, Itália, França e Alemanha para expandir o evento para outros países.

O museu conta com mais de 300 videogames, dentre eles: Magnavox Odyssey (1975), Atari (1977), Super Nintendo (1990), Master System (1985), Mega Drive (1988), Nintendo 64 (1996), Sega Saturn (1994), Dreamcast (1998), Gamecube (2001), Xbox (2001), Playstation 1 (1994) e com cerca de 6 mil jogos como River Raid (1982), Enduro (1983), Super Mario Bros (1985), The Legend of Zelda (1986), Donkey Kong (1994), Sonic (1991), Alex Kid (1986), Top Gear (1992), Street Fighter (1987), Mortal Kombat (1992), Final Fantasy (1987) e Castlevania (1986).

Infográfico: Daniel Vasconcelos e Rafaela Alves

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