Reign, a história de uma rainha

Por Marta Negreiros

A série Reign, produzida pela Warner Bros, é uma produção épica baseada em fatos reais e narra, principalmente, a história de Mary Stuart, rainha da Escócia. A trama é ambientada na sociedade europeia do século XVI, em países como França, Inglaterra e Escócia, e mostra acontecimentos da sociedade da época, assim como o cotidiano da realeza e da nobreza do velho continente.

Mary e Francis. Foto: reprodução.

Usando uma vertente mais jovial e atualizada, com intenção de aproximar o público da narrativa, Reign aborda temas históricos e polêmicos como mulheres no poder, o surto da peste negra, a crença em bruxas e videntes, a ascensão do protestantismo, a crise na Igreja Católica, o conflito de interesses entre nações e a desigualdade social. Tudo isso entrelaçado à história de vida da protagonista, a partir de sua chegada à corte francesa para oficializar seu casamento com o príncipe Francis, a quem estava prometida desde a infância, até a morte da rainha em 1587.

A história de Mary

Mary Stuart era a única descendente legítima com direito ao trono da Escócia quando seu pai, Jaime V morreu. Ela tinha apenas seis dias de vida quando foi legitimada com o cargo de rainha. Entretanto, passou toda sua infância e juventude vivendo na França, enquanto seu reino era governado por regentes. A aliança dos dois países (Escócia e França) aconteceu por meio do casamento arranjado de Mary com o primogênito do Rei Henry II da França, o príncipe Francis, e serviu, principalmente, para fortalecer os dois países contra a Inglaterra, até então inimiga das duas nações.

A cronologia da série segue a partir dos acontecimentos da vida de Mary e dos problemas que ela enfrenta para governar duas nações. No decorrer da trama, Mary também se vê herdeira legítima do trono inglês, com a morte de Maria I, filha do casamento católico de Henrique VIII, tio avô de Mary. Ao invés disso, quem assume é a famosa Elizabeth I, irmã de Maria I e fruto do casamento protestante de Henrique e Ana Bolena. Em boa parte da trama é tratada a guerra entre as primas Mary e Elizabeth pelo trono inglês, como representantes simbólicas do catolicismo e protestantismo da época, em uma disputa que mostra todos os um lado obscuro por trás da ideologia religiosa construída na idade média.

O envolvimento de mulheres na política também é um tema recorrente ao longo do enredo. Poderosas personagens femininas são bem trabalhadas como símbolo de poder e empoderamento, como Mary e Elizabeth. Mulheres fortes, assim como Catherine De Medici, esposa do rei da França, que também tem papel importante no enredo. O relacionamento entre essas mulheres é de altos e baixos por todas as temporadas, envolvendo atritos de estratégias políticas, relações familiares e de poder, mas também cheio de alianças e forte ligações afetivas.

Bash, Mary e Francis. Foto: reprodução.

Saindo um pouco da realidade dos fatos históricos, a trama arma um triângulo amoroso entre Mary, Francis e Bash, irmão bastardo do seu marido. Alguns acontecimentos da série são licenças literárias e não correspondem à realidade, como Bash, um personagem fictício que está fora dos livros de história. No geral da obra, todas as etapas da vida de Mary foram retratadas.

A construção do enredo

A série desperta interesse pela história da Idade Média e como funcionava a estrutura social na antiguidade. A fotografia e o cenário do programa são pontos fortes que fazem jus à paisagem da época, trazendo um ar de realeza medieval. A trilha sonora foi composta pelo instrumental de músicas da atualidade. O figurino chama muita atenção, os vestidos volumosos, assim como as músicas, apresentam algumas tendências encontradas na moda atual, como sobreposições, e a beleza das personagens – que quase sempre conta com acessórios de cabelo.

Ficha técnica:

Título: Reign

Ano: 2013-2017

Direção: Brad Silberling

Duração: 4 temporadas

Gênero: Drama, Histórico

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