“Doença do beijo” tem alto número de casos

Por Thomás Regueira

A mononucleose infecciosa (MI), ou popularmente conhecida como “doença do beijo”, é uma doença causada pelo vírus Epstein-Barr, ela pode ser contraída por meio da troca de fluidos corporais como saliva e, em alguns casos, por via sexual. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), crianças, adolescentes e adultos são afetados igualmente. 50% das crianças já foram infectadas pelo vírus Epstein-Barr antes dos cinco anos de idade, já os adolescentes e adultos costumam contrair por meio do contato íntimo ou com alguém já infectado.

Inflamação das amígdalas por causa da mononucleose infecciosa (MI). Foto: reprodução.

Febre por volta de 38-39ºC, faringite, inflamação das amígdalas, fadiga, dores de cabeça, inchaço dos gânglios no pescoço e leve inchaço do baço e fígado, são alguns dos sintomas da doença e podem demorar de duas a oito semanas para surgir. Quando não tratada corretamente, pode levar a problemas mais sérios, como hepatite.

A doença é extremamente comum no Brasil. Estima-se que 80% da população brasileira já tenha tido ou seja portadora do vírus, de acordo com uma matéria publicada no portal do Jornal do Brasil, em 2009. Atualmente, não há estatísticas atuais sobre os casos de mononucleose infecciosa.

Tratamento

Não há cura para mononucleose infeciosa e o único tratamento disponível é tratar dos sintomas, como a febre, infecção na garganta etc. Os médicos também recomendam a ingestão de líquidos, repouso constante e manter uma dieta saudável para ajudar no tratamento. Segundo o infectologista Ronald Pedrosa, 50, o período de recuperação varia entre três a seis meses ou até cerca de dois anos. O organismo desenvolve imunidade à doença após a recuperação e impossibilita que seja contraída novamente.

Caso recente

Lara com o seu pai André Rolim. Foto: arquivo pessoal

Febre e queixas de fortes dores de cabeça foram os sintomas manifestados por Lara Rolim, no último mês. André Rolim, 38, pai da garotinha de sete anos, esperou cinco dias antes de levá-la ao hospital. Lara recebeu um diagnóstico de garganta inflamada e com secreções, resultando na prescrição de uma receita de antibiótico. Os medicamentos não fizeram o efeito desejado. Uma consulta com o infectologista indicou mononucleose infecciosa, a partir  do exame de sorologia de Epstein-Barr.

O tratamento foi puramente sintomático, a base de antitérmicos e corticoide. Segundo Rolim, após 14 dias, a garotinha vem se recuperando com algumas taxas de enzimas hepáticas alteradas.

Abaixo, você pode conferir um vídeo produzido pelo canal das Farmácias Pague Menos. Nele estão reunidas as principais informações sobre a mononucleose infecciosa.

 

 

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