Beisebol cearense se consolida, apesar dos desafios

Por Layo Lucena

“O beisebol no Ceará precisa de mais apoio e divulgação da mídia, mas o interesse pela modalidade vem crescendo nos últimos anos”, conta Afrânio Pires, presidente da Associação Cearense de Beisebol (ACB), treinador da equipe Ceará Beisebol Clube de Maracanaú e coordenador geral do projeto Baseball Caravan. “Nossa meta para o futuro é continuar trabalhando para o desenvolvimento da modalidade em nosso município e em outros municípios vizinhos”, acrescenta Afrânio Pires.

Campeonato realizado em 2017, com a participação de três equipes: Beisebol Fortaleza, Ceará Beisebol Clube e Kangaços Maracanaú Beiebol. Fonte: Globo Esporte

A equipe Beisebol Fortaleza, criada em 2013 por um grupo de amigos, representa a capital na modalidade. Atualmente com 20 membros, o time treina no Campo do Asa, localizado no Parque Manibura. “Conheci a equipe há 4 ou 5 anos por indicação de meus amigos. Um dia, fui acompanhar a um treino do time, acabei gostando e, então, comecei a praticar”, afirma Mardilson Azevedo, produtor de eventos, shortstop e arremessador da equipe fortalezense.

Um das dificuldades enfrentadas pelo Beisebol Fortaleza é, porém, o financeiro. “Nós temos duas cotas em que todos os atletas participam: uma, para comprar bolas e luvas e, outra, pagar a manutenção do campo em que jogamos”. Segundo Mardilson, o time não tem nenhum patrocínio.

A modalidade chegou no Ceará em 2010, quando foram formadas as primeiras equipes no estado. “Inicialmente, operávamos como uma iniciativa informal apoiada pela organização norte-americana sem fins lucrativos ‘World Baseball Outreach´, que utiliza o beisebol como forma de integração social”, afirma o treinador Afrânio. Pouco tempo depois, em 2013, foi criada a Associação Cearense de Beisebol (ACB), sediada em Maracanaú. A falta de um espaço próprio para praticar a modalidade e a falta de apoio por parte da iniciativa privada e do poder público sempre foram grandes problemas”, conta o treinador e presidente. Com o tempo, algumas organizações americanas acreditaram no potencial do projeto e auxiliaram com doações de equipamentos.

“A falta de um espaço próprio para praticar a modalidade e a falta de apoio por parte da iniciativa privada e do poder público sempre foram grandes problemas” (Afrânio Pires)

Beisebol no Brasil

Centro de Treinamento locaizado em Ibiúna, São Paulo. Foto: Olimpíada Todo Dia.

Segundo o jornal do Estado de São Paulo, em 1902 foi realizada a primeira partida oficial no Brasil. A Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS) é responsável por organizar e gerenciar os dois esportes há mais de duas décadas. Além disso, a Confederação administra o centro de treinamento Yakult/CBBS, um espaço para a prática do beisebol e do softbol.

Com três campos de medidas oficiais, dependências para treinamentos específicos, refeitório e dormitórios, o centro de treinamento é o “quartel-general” do beisebol brasileiro, onde as seleções realizam a preparação para os campeonatos e onde são disputadas as competições nacionais.  

Na atual temporada da Major League Baseball (MLB), o Brasil é representado por seis brasileiros. Dentre eles, o jovem arremessador Eric Pardinho, de apenas 17 anos, que deve estrear ainda nesta atual edição do campeonato. Em 2016, com apenas 15 anos, chamou a atenção do mundo esportivo ao ser convocado para seleção brasileira principal de beisebol que disputaria vaga para o World Baseball Classic, torneio internacional de beisebol entre seleções. O atleta fez sua estreia diante do Paquistão e auxiliou o Brasil na vitória por 10×0.

Sobre o jogo

O beisebol, esporte tipicamente americano, foi criado em 1700 na Inglaterra, baseado no cricket. A modalidade é disputada por duas equipes de nove jogadores, que alternadamente ocupam as posições de ataque e defesa. Confira algumas regras do jogo no infográfico abaixo:

Infográfico: Layo Lucena

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

css.php