Bloco T e seus personagens maravilhosos

Por Yasmim Rodrigues

Ao longo dos seus 18 anos, o curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza formou diversos profissionais que se destacam no mercado, assim como tem abrigado jovens de espírito livre e personalidades fortes. Os cursos da área de comunicação, aliás, são conhecidos na Universidade não só por seus sucessos no mercado mas, também, pelo bloco T, que concentra estudantes de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Audiovisual e Moda. O hall do bloco acaba se destacando por ser um dos mais diferentes por causa da juventude singular que circula pelo local.

Pensando nisso, o Jornalismo NIC convidou alguns dos alunos e alunas do curso de Jornalismo que se destacam de alguma maneira, para falar um pouco de sua história e estilo pessoal e só dá uma mostra da diversidade do T.

Uma miss entre nós

A jovem pretende trabalhar com entretenimento. Foto: Luciano Gomes

Lowhanny Valentim, 19, conhecida como “Low”, é aluna do segundo semestre. Além de estudante, ela é modelo desde criança. Aos 15 anos, participou do seu primeiro concurso de miss, dos quais se envolve até hoje. “Já participei de quatro concursos. Ano passado, ganhei a oportunidade de participar do Miss Brasil Latina”, conta. No concurso, a modelo viveu diversas experiências e conheceu meninas de todo o País. “Eu tive o prazer de representar meu Ceará. Conheci ainda mais a história do nosso Estado, que é rico em belezas naturais”, lembra.

A modelo escolheu fazer Jornalismo durante uma Feira de Profissões. “Nunca foi a minha primeira opção, mas quando conheci o curso me apaixonei. Não pensei antes que estaria fazendo Jornalismo”, diz. Para ela, é muito importante estar perto de pessoas comunicativas. “Eu adoro me comunicar, estar na mídia e estar envolvida com pessoas”.

Lowhanny espera poder trabalhar nas áreas de TV e Entretenimento. “O Jornalismo tem isso de conhecer outros lugares e aprender um pouco de tudo. Eu quero estar sempre aprendendo cada vez mais”. Low é otimista em relação ao mercado. “Acredito que ‘o que for pra ser’ eu vou estar feliz, o mercado em geral é competitivo mas pretendo me destacar e conseguir meu lugar tão almejado”, completa.

Tocando no curso e na vida

Murilo Lira é, além de estudante de Jornalismo, músico. Foto: Arquivo Pessoal

O estudante do primeiro semestre Murilo Lira, 18, nunca havia pensado em atuar na área de comunicação. Segundo ele, “caiu no curso de Jornalismo de paraquedas”, porém, logo na primeira semana, se apaixonou pelo o que o curso poderia oferecer. “Percebi que existia um mundo inteiro na minha frente e eu nem notava, até entrar no curso”, lembra.

Murilo é músico e a música é a sua maior paixão. “Sempre tive certeza que o que sentia por ela não cabia dentro de mim, foi aí que eu comecei compor minhas próprias canções e transpor o que eu sentia para o papel”, admite. No momento, ele pretende atuar dentro das seções de Cultura e Arte. “Dentro do jornalismo, há diversos seguimentos. Ainda não sei em que veículo pretendo trabalhar, mas espero conhecer todos e me decidir logo”, confessa. Para ele, o curso é motivo muita diversão e interesse. “Fico encantado com a ideia de repassar notícia e facilmente vou ficando fascinado pelo meu curso”, orgulha-se.

Força do interior

Laís Maia, 18, é estudante do primeiro semestre, mas a sua história de comprometimento com os estudos começou em 2016. “Eu sou de Limoeiro, passei boa parte da minha vida lá, até me mudar pra Bahia. Voltei em 2014 para a minha cidade, porém, em 2015, eu tive que vir para Fortaleza para estudar”, conta. De acordo com ela, a qualidade dos estudos é maior e, quando se mudou, o foco já era a universidade e não só o ensino médio. “Eu vim para me preparar para essa vida de capital”, completa.

Box: Yasmim Rodrigues

O interesse de Laís pelo curso de Jornalismo iniciou no segundo ano do ensino médio após entrevistar o cartunista do Jornal O povo, Guabiras, para um trabalho da escola. “Quando eu apresentei na sala, o meu professor e meus colegas começaram a falar que eu levava jeito”, lembra.  Por esse motivo, a estudante começou a pesquisar sobre o curso e, aos poucos, foi se apaixonando. “Eu acho que o Jornalismo é uma profissão muito bonita, a gente aprende a ser honesto, independente, imparcial, a conhecer novas histórias e, depois que entra na faculdade, a gente aprende a olhar o mundo com outro olhar”, conta. A aluna do primeiro semestre espera poder dar voz às minorias. Apesar de ainda estar no começo da faculdade, Laís já sonha com a área que quer atuar. “Depois do primeiro semestre, eu acho que quero trabalhar na TV, apesar de ser muito concorrido. Penso em ser correspondente internacional, quero aprender novos idiomas para tentar atingir esse cargo”.

Encarando os desafios

Isabelle Narciso, 23, é uma das concludentes do curso de Jornalismo da Unifor. A aluna encontra-se atualmente no oitavo semestre e se mostra verdadeiramente apaixonada pelo curso. A concludente já atuou na TV Unifor, em uma redação, com produção, apresentação e reportagem, social media, com eventos e assessoria. “Foi na área de assessoria que eu me encontrei, eu atuo com a assessoria de figura pública. O mercado é desafiador, mas é empolgante”, conta. Atualmente, Isabelle atua na área de assessoria, foi nela que a concludente se encontrou e exerce seu trabalho com dedicação e amor. Confira o relato abaixo:

 

Tornando o sonho realidade

Esther é dona da Casa Ruína. Foto: Arquivo Pessoal

Esther Alencar, 20, começou seus estudos no curso de Cinema e Audiovisual, mas  percebeu que as áreas em que ela se interessava faziam parte do Jornalismo. A aluna do primeiro semestre é dona da Casa Ruína, espaço de cultura independente na Praia de Iracema que tem a intenção de atender todos os âmbitos da arte e apoiar os artistas do Ceará.

No projeto, acontecem diversas oficinas e contam com trabalho voluntário. “É algo bem colaborativo. Lá, tem o espaço de galeria para exposições, um espaço de jardim, um bar, projeções, salas para alugar, espaço para festa e futuramente vai ter aulas de desenho e pintura”, conta. “A Praia de Iracema e Fortaleza tem se tornado ruína, a casa ainda está em montagem e tem esse aspecto[ruína] e a gente gosta muito, pois faz com que os processos criativos lá dentro fluam para terminar o projeto da casa”, admite.

Esther sonha em trabalhar com curadoria e crítica. “Eu acredito que o mercado da curadoria é muito incerto. Então, eu vou trabalhar em várias áreas, acredito que a curadoria é uma assessoria à exposição. Creio que o mercado está firme nisso”, afirma. A aluna também tem vontade de ser professora e acredita que a graduação no curso é o primeiro passo para a questão acadêmica.“Eu espero que o Jornalismo me capacite como comunicadora social de excelência”, acredita.

Box: Yasmim Rodrigues

Liberdade que vem de dentro

Thiago Mourão é assessor. Foto: Arquivo Pessoal

O aluno do primeiro semestre Thiago Mourão, 18, começou a fazer Jornalismo por acaso. “Eu queria muito fazer design, mas acabei não passando”, conta. Ele sonha em ter a primeira graduação em Jornalismo e depois fazer mestrado em Artes Visuais ou Animação. “O que me torna diferente não é o óbvio, que é eu ser gay, eu acho que eu sou muito além disso”, admite. Para ele, o real diferencial está na paixão pelas artes visuais e pela moda. “Eu tento mudar a minha silhueta das mais variadas formas, para eu não enjoar de mim mesmo”, afirma.

O aluno ainda não sabe no que quer atuar. Por isso, para ele, não há limitações. Atualmente, ele é assessor da Casa Ruína. “Eu estou me deixando o mais livre possível para me permitir passar por todos os processos”. Thiago considera que quer trabalhar com algo que seja diferente da maioria. De acordo com ele, o Jornalismo apresenta diversas áreas de atuação e ele pretende explorar esses pontos.

Box: Yasmim Rodrigues

O sonho que nunca perdeu a validade

Ailca Pereira é funcionária pública. Foto: Arquivo Pessoal

Ailca Pereira, 48, é professora, já tem família e uma carreira sólida como funcionária pública, porém, o Jornalismo era um sonho de infância. Em 2014, ela prestou vestibular e ficou em dúvida entre cursar Gastronomia ou Jornalismo. Optou pelo primeiro, pois poderia aplicar os conhecimentos adquiridos com a família e amigos. Ela está concluindo o curso de Gastronomia e, atualmente, se encontra no sétimo semestre.

Por conta disso, Ailca resolveu unir o Jornalismo e a Gastronomia. “Eu vi que poderia escrever sobre Gastronomia, então resolvi cursar Jornalismo na Unifor para dar credibilidade ao que escrevo, pois, dispomos de muita informação nessa área, mas, 90% sem nenhum conhecimento científico”, conta. A aluna do primeiro semestre de Jornalismo deseja que seus textos sirvam de aprofundamento teórico para alguém interessado no tema.

“Considero-me uma pessoa normal: sou mãe, trabalho fora, etc. Talvez o que trago de diferente seja o gosto pelos estudos: sempre gostei de ler e de escrever muito”, afirma a professora que pretende atuar nas redações. “Escrever é o meu foco: seja jornalismo gastronômico, entretenimento, investigativo. Escrever livros, artigos de revistas, jornais e blogs. Também quero ser crítica gastronômica, de cinema e livros. Além disso, gostaria de entender um pouco de economia e  mercado”, diz. Para ela, o Jornalismo também é uma forma de ganhar segurança em sua escrita. “Eu escrevo, mas sinto-me insegura, espero aprender a escrever melhor no Jornalismo”, exprime.

Brilhando nos palcos e no curso

Gabriela é professora de ballet para crianças. Foto: Arquivo Pessoal

Gabriela Ferreira, 22, cursa o segundo semestre de Jornalismo e escolheu o curso por conta da grade que abrangia muitas áreas nas quais ela tinha interesse. “Não foi uma escolha fácil porque sempre gostei de muitas coisas, antes de escolher jornalismo eu pensei em vários outros cursos, mas quando olhei a grade do jornalismo eu gostei muito, pois tem uma variedade de áreas de atuação para jornalistas”.

A aluna é envolvida com as artes, mas uma relação especial com o ballet, porque dá aulas para crianças. Além disso, ela também faz aula de ballet, jazz, hip hop e contemporâneo, teatro e participa de musicais. “Acho que o mais diferente é encontrar tempo para encaixar tudo” brinca a estudante.

Gabriela sonha em atuar na TV ou rádio. “Acho que como em qualquer área de qualquer profissão não vai ser fácil, ainda mais com essa nova era multimídia que estamos vivendo”, conta. De acordo com ela, o jornalismo tende a diminuir funções e aumentar tarefas.  “Estamos caminhando para um momento em que teremos que ser muito bons em muitas coisas”, admite. Para ela isso não é de todo ruim. “Me preocupa um pouco, mas também me deixa curiosa, afinal, quanto mais tarefas designadas a nós, mais responsabilidade. Eu acho que nossa geração tem tudo para fazer um jornalismo muito bom, só precisamos ter tanta disposição para fazer quanto temos para ser criativos”.

A aluna alerta para uma esperança que ela tem para a área. “O que eu realmente espero é que o jornalismo do nosso país volte a ter qualidade. Acho que nós estamos trocando informações por dinheiro, a essência do ser jornalista está se perdendo um pouco. Eu espero que nossa geração consiga trazer o jornalismo de volta pro que ele já foi um dia”, afirma.

O sonho que se sustenta

Victor Hugo paga a faculdade com o dinheiro que ganha com a música. Foto: Arquivo Pessoal

Aluno do primeiro semestre, Victor Hugo Santiago, 32, é músico e paga a faculdade com a remuneração do seu trabalho. Ele performa em bares, projetos e shows, grava e dá aula. “Eu sou um sujeito que trabalha desde a adolescência, ratifico que não é nada fácil trabalhar e estudar, mas é prazeroso poder acordar todo dia e saber que estou engajado em atividades que amo muito e que o todo esse esforço está valendo muito a pena”, afirma.

O músico escolheu fazer jornalismo por conta de uma paixão antiga. “Desde cedo, catalogava jornais, revistas, cds e lps, com materiais correspondentes à arte, mas precisamente, de música. Paralelamente a isso, eu já resenhava discos e cds que gostava e elaborava releases para projetos musicais no qual estava envolvido ou mesmo para amigos artistas que me pediam”, lembra.

Atualmente, Victor ainda pretende se envolver nas áreas que abrangem as artes. “Me imagino no mercado como músico e jornalista. Tenho consciência de que uma hora estarei mais um do que outro, mas sempre procurando convergir e tornar vigente os dois”, sonha. Porém, ele garante que ainda é muito cedo para definir um segmento, haja vista que o jornalismo abrange diversas áreas.

Para Victor, é importante que o Jornalismo passe por transformações, mas que não perca as matrizes que o fizeram ser o quarto poder. “Sou sempre a favor do “novo”, da criatividade, novas técnicas, abordagens, mas que estas não se desfaçam ou pior, esqueçam do “velho” (que veio antes); pois nestas quer queira ou não, se encontra a chave de todo um progresso”, finaliza.

Box: Yasmim Rodrigues

A paixão pela vocação

Arthur de Moraes, 23, aluno do 4º semestre de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor) e apresentador do Estúdio Garagem da TV Unifor, começou seus estudos no Direito. Porém, trocou de curso outras duas vezes procurando se encontrar. De acordo com ele, foi na Unifor que ele se encontrou e se apaixonou pelo Jornalismo. Confira o relato abaixo:

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

css.php