Gamer: um hobby que virou profissão

Por Layo Lucena

Uma paixão que começa, frequentemente, na infância e acompanha o indivíduo a vida inteira. O universo dos jogos eletrônicos, mais do que diversão, tem proporcionado oportunidades para os amantes dos videogames, os gamers. Para alguns jogadores, os games são mais do que simples passatempo, são uma profissão. Os pro-players, como também são chamados, podem receber mensalmente de R$ 3 mil à R$ 20 mil, segundo o site especializado em jogos, CTRL Play. Os lucros vêm de patrocínios, premiações e venda de produtos. Porém, eles ganham dinheiro, também, jogando e participando de competições.

Thiago do Santos Lima, campeão de Dragon Fighter Z. Foto: Layo Lucena

Thiago do Santos Lima, 21, conhecido por “Boleta Free”, foi o vencedor do campeonato de Dragon Fighter Z, jogo baseado na animação e no mangá de Dragon Ball, realizado no Sana 2018 (29/07). Ele levou para casa um troféu de 250 reais. “Comecei a jogar Dragon Fighter Z desde o lançamento, sempre com o objetivo de disputar campeonatos”, afirma o campeão. “Treino de 3 a 5 horas todos os dias”, completa Boleta.

Francisco Jefferson, 30, vencedor do campeonato de Street Fighter V, jogo da famosa franquia Street Fighter, também realizado no Sana 2018 (29/07), com o prêmio de 150 reais para o primeiro lugar. “Jogo Street Fighter há muito tempo. Tento conciliar com meu emprego, sempre buscando tempo para praticar. Passo de 4 a 6 horas treinando todos os dias”, afirma Jefferson.

“Jogo Street Fighter há muito tempo. Tento conciliar com meu emprego, sempre buscando tempo para praticar. Passo de 4 a 6 horas treinando todos os dias” (Francisco Jefferson)

Francisco Jefferson, campeão de Street Fighter V Foto: Layo Lucena

Apesar de jogos diferentes, os dois campeões têm os mesmos objetivos: disputar mundiais representando o Brasil. “Sempre tive esse sonho, por isso procuro melhorar sempre, talvez um dia eu chegue lá”, afirma Thiago dos Santos.  Para Jefferson, esse objetivo está mais perto a cada partida que ganha: “é complicado, mas não posso desistir, me dedico para um dia esse sonho vira realidade”.

Brasil nos games

O Brasil tem o terceiro maior público de e-sports (esporte eletrônico) do mundo. De acordo com um estudo publicado em 2018 da “Newzoo“, consultoria especializada no mercado de games e de mobile, existem 7,8 milhões de brasileiros que entram na categoria. O país é líder na América Latina nesse quesito. Globalmente, está atrás apenas da China e dos Estados Unidos.     

No geral, o Brasil tem uma audiência de e-sports de 17,7 milhões de pessoas, o equivalente a 8,5% da população brasileira. Além dos 7,8 milhões de entusiastas, são 9,9 milhões de espectadores ocasionais (pessoas que assistem a e-sports uma vez por mês). Segundo a Newzoo, o mercado de e-sports movimentou US$ 655,3 milhões em 2017. A projeção é que os números aumentem para US$ 905,6 milhões em 2018, ultrapassem a casa do US$ 1 bilhão em 2019 e cheguem a US$ 1,6 bilhões em 2021.

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