Sana reúne amantes da cultura asiática e geek

Por Clara Menezes e Melissa Carvalho

Cultura Pop e Geek atraem pessoas de todas as idades para a Super Amostra Nacional de Animes (Sana). O evento é o maior do Norte/Nordeste e referência nacional do universo nerd. Em sua 10ª edição, o Sana 2018 reuniu amantes de filmes, séries, jogos, animes e cosplays no último final de semana de julho (27, 28 e 29) no Centro de Eventos do Ceará. Bandas e cantores internacionais, youtubers, gamers, dubladores e desenhistas são as atrações principais do evento. Akira Kushida, BP Rania, e FLOW fizeram parte da programação internacional desta edição.

Segundo o diretor do Sana, Igor Lucena, após a concretização do evento, em 2001, houve uma maior demanda de mercado para atender às pessoas que gostam da cultura asiática, em geral. Para ele, o evento é o maior indutor da cultura japonesa, pop ou tradicional da cidade. “O Sana, por arregimentar e trazer diversas pessoas que gostam dessa cultura japonesa e coreana, de uma maneira geral, faz com que exista uma demanda e que seja necessário criar produtos e serviços para atender esse público”, relata.

Pesquisa de mercado

Antes do evento, é feito uma pesquisa sobre o público. Foto: Iara Pereira

Lucena afirma que muitas pesquisas de mercado são realizadas antes das atrações serem selecionadas. Além das pesquisas, existe uma base de escolha da própria organização e levam em conta a opinião do público nas redes sociais. “A gente tem que fazer um mix do que o pessoal mais quer nessas pesquisas, mas sub setorizado por áreas de interesse, que são os principais focos dentro do evento”, declara. O Sana é dividido em dois momentos durante o ano, o próprio evento, que acontece em julho e representa a edição anual, e o Sana Fest, que ocorre entre dezembro e janeiro e mostra uma prévia do que vai ser exibido em julho.

A programação é organizada de acordo com o que foi realmente realizado a partir do planejamento. Segundo Lucena, muitas atrações do Sana Fest são ideias que não puderam ser efetivadas no evento de julho. “A gente faz pesquisas de mercado, para saber com o que já temos pré-encaminhado, o feeling dos nossos parceiros, como a gente consegue montar a melhor estrutura possível para o próximo evento”, garante.

Novas histórias

Além das grandes atrações, o evento é uma oportunidade, também, de divulgar pequenos grupos covers de K-pop. As equipes, mais comumente de dança, têm a chance de mostrar seu talento nos palcos. “Por ser um evento muito grande, acaba que a gente tem um espaço maior e melhor para a divulgação. Apesar do nervosismo que a gente tem, ainda é um grande evento para divulgar o nosso grupo”, afirma Rebeca Lacerda, integrante do grupo cover “Candy Lolies”. As jovens da equipe, que variam entre as idades de 14 e 23 anos, ensaiam todos os sábados no Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca), no Mondubim.

Grupo cover de K-pop, Candy Lolies”. Foto: Clara Menezes
Andrew Enrique, Luana e Diana Vieira. Foto: Clara Menezes

Porém, para algumas pessoas, o Sana é mais que um evento para divulgação da cultura nerd. A estudante de Moda e cosmaker (pessoa que faz fantasias de cosplay), Diana Vieira, 22, conheceu seu namorado, o ilustrador Andrew Enrique, 23, na edição de 2008. Até hoje, eles costumam fazer cosplay juntos, pois é uma tradição afetuosa. Este ano, vestidos de Aladdin e princesa Jasmine, escolheram usar a tradicional história da Disney porque, além de ser simples, tinha personagens que todos gostavam. Acompanhou o casal, Luana Vieira, de 17 anos, que teve a chance de se vestir de um papel curioso: o tapete.

Para Andrew Enrique, “a importância do Sana é, geralmente, fazer as pessoas conhecerem aquilo que elas não conhecem e dar aquela oportunidade de homenagear um personagem que a gente tanto gosta”. Já para Diana Vieira, o que ela mais gosta do evento é que elogiem suas fantasias. Por ser cosmaker, o reconhecimento é importante para trabalhos futuros.

Existem pessoas, entretanto, que se vestem de personagens fictícios simplesmente por gostar. Esse é o caso do funcionário público, Jeferson Freire, 44. Caracterizado de Batman, o homem afirma que começou a fazer cosplay porque seus filhos gostavam. Desde então, ele participa do Sana por ser um evento familiar. “Eu sempre incentivo aos pais trazerem os filhos para bater foto com super herói”, afirma.

Cobertura

Durante esta semana, o Jornalismo NIC traz matérias com os melhores momentos dos três dias de Sana. Para essa cobertura especial, o Jornalismo NIC levou sete repórteres que estiveram presentes nas quase 30 horas de programação intensa do evento. Entre coletivas de imprensa e acompanhamento da programação aberta ao público, a equipe fez uma variada cobertura ao vivo a partir dos stories do Instagram, além de entrevistas e produzir matérias especiais que serão postadas no Portal do Niv. Além disso, o leitor pode conferir o que ocorreu no Instagram. Os eventos estão nos destaques dos stories como “Sana 2018”.

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